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quinta-feira, 10 de abril de 2014

POST 098/2014 - A ILHA DE TODOS NÓS


Olá... Ainda na terça-feira, aproveitando uma visita a uma obra na Ilha do Governador, para no retorno fazer a foto acima para o Blog.  Estava um belo entardecer  e a vista  da Baia de Guanabara mostrava bem ao fundo a cidade de Duque de Caxias, com  a torre de fogo da Refinaria da Petrobrás. 

As águas tranquilas da Baia e as nuvens coloridas no céu crepuscular, fizeram da paisagem um belo quadro que chamou a minha atenção e o impulso de registrar esse momento, mesmo que com a câmera do celular, foi mais forte que a vontade de retornar para a casa, sendo assim parei o carro, desci e fiz a foto.

A Ilha do Governador localiza-se no lado ocidental do interior da Baía de Guanabara, no Estado do Rio de Janeiro. Compreende catorze bairros do município do Rio de Janeiro, que são eles Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Moneró, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Ribeira, Tauá e Zumbi. Faz parte da região da Zona Norte do Rio de Janeiro e possui uma população de 210 mil habitantes.

Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, os índios Temiminós eram os seus habitantes na época. Chamavam-na de "Ilha de Paranapuã", termo que significa "colina do mar", pela junção de paranã, "mar" e apuã, "colina" , sendo também chamada de "Ilha dos Maracajás (espécie de grandes felinos, então abundantes na região. "Maracajá" também era um outro nome dos índios temiminós que habitavam a ilha).

Terra natal de Arariboia,  foi abandonada pelos Temiminós em consequência dos ataques de inimigos Tamoios e de traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses.

O nome "Ilha do Governador" surgiu somente a partir de 5 de setembro de 1567, quando o governador-geral do então Estado do Brasil, Mem de Sá, doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá , mais da metade do seu território. Correia de Sá, futuro governador da capitania, transformou-a em uma fazenda onde se plantava cana-de-açúcar, com um engenho para produção de açúcar, exportado para a Europa nos séculos XVI, XVII e XVIII.

Em 1663, foi lançado ao mar o Galeão Padre Eterno, na época o maior navio do mundo. O galeão foi construído num local da ilha que passou a ser conhecido como Ponta do Galeão, originando o atual bairro do Galeão.

No início do século XX, os bondes chegaram à ilha, efetuando a ligação interna de Cocotá à Ribeira (1922), percurso estendido posteriormente até ao Bananal e a outros pontos. Também é neste século que se instalaram as unidades militares: a Base Aérea do Galeão, os quartéis dos Fuzileiros Navais e a Estação de Rádio da Marinha, época em que o bairro se constituía num balneário para a classe média da cidade do Rio de Janeiro.

Em 23 de julho de 1981, através do Decreto Número 3 157, do então prefeito Júlio Coutinho, no tempo do Governador Chagas Freitas,  o bairro da Ilha do Governador foi oficialmente extinto e transformado nos seus atuais quatorze bairros oficiais.  

É lugar bem aconchegante e bom de morar...

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto.


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