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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

POST 234/2014 - UMA SOBRINHA QUERIDA...

22 de agosto de 2014

Olá... O dia de hoje também é muito importante  para mim, pois é aniversário de uma pessoa muito especial na minha vida, minha sobrinha. Apesar dela estar viajando, pensei nela o dia todo, pois nos últimos anos temos sempre passados juntos. 

Se eu falar que me lembro bem do dia do nascimento dela, certamente estarei mentindo, mas me lembro dela bem pequenininha.  Pudera, quando ela nasceu eu ainda tinha apenas 13 anos...  Abrindo aqui o meu coração para vocês, preciso confessar que não sei se fiquei feliz com o nascimento dela, afinal eu teria que dividir a minha irmã com ela...   Não me crucifiquem, eu era um pré-adolescente e muito apegado a minha irmã, que para mim era como uma segunda mãe.  Sofri quando minha irmã saiu de casa para ir morar no Rio, por causa de sua faculdade... Sofri quando ela casou e definitivamente deixou de morar conosco e finalmente sofri com a nascimento de sua primeira filha... 

Mas quando eu vi pela primeira vez aquela coisinha fofa, comecei a me apaixonar...  Parece que cresci e o espírito de tio começou a pairar sobre minha cabeça... Passei a adorar brincar com ela e muitas vezes tinha que disputar com o avó (meu pai) a sua atenção.  Morávamos distante e não era a todo momento que estávamos juntos, mas quando tínhamos oportunidades era muito bom.

Inventei um coisa doida, mas que ela adorava,  uma frase desconexa, contudo com uma sonoridade que a agradava e eu sempre conseguia um sorriso, então eu repetia isso perto dela: "Bidiiu Bidiu - Bam Bam..", não me perguntem o que significa, pois não tenho a menor ideia, mas foi o começo de uma grande amizade.

Nos encontros de família, sempre dediquei um tempo a ela... Nem fiquei tão triste quando ela veio passar uns dias na casa da vó (eu morava lá) e tive que me desfazer de meus hamsters de estimação, pois o pai dela dizia que poderia causar alguma doença... Sacrifícios fazem parte...

Quando casei, ela foi daminha na cerimônia e entrou na igreja com o meu sobrinho, filho do meu irmão, carregando as alianças... Uma das coisas que lembramos deste dia,  foi o espanto dela ao ver a noiva. Como ela estava acostumada a ver minha namorada sempre vestida casualmente, ela não a reconheceu, arrumada, toda maquiada e de vestido de noiva... Quando a viu soltou a frase: "Tia é você mesmo???" Foi um fato muito engraçado e que marcou o dia de nosso casamento.

Ela cresceu e herdou da mãe muitas coisas, menos o gênio que é do pai... rsrsrsrs.  Sempre muito estudiosa, formou-se advogada (como a mãe) mas em momento nenhum deixou de ser ligada a família. Casou-se e continuou sendo a mesma (talvez tenha até melhorado, pois agora tem um marido que cozinha super bem e que adora receber as pessoas, além de ter ganho uma sogra maravilhosa, que rapidamente foi incorporada a família...). Tenho um enorme orgulho dela utilizar o sobrenome que herdei de meu pai... Para mim, hoje ela é muita mais que uma sobrinha querida, é uma amiga, é alguém que sei que posso contar e vice e versa, espero ainda conviver muito tempo com ela. 

Ela me ensinou a gostar de comida japonesa, a achar botox uma coisa natural e que é necessário conhecer Paris...  Além disso é companheira na degustação de um bom vinho, sem deixar de apreciar uma Stelinha...  

E no dia de seu aniversário, para homenageá-la, além de contar um pouquinho de nossa história no Blog, postei também uma foto que fiz dela recentemente e que simplesmente adoro.  Tenho aqui que dar o crédito da composição da foto a ela, pois foi ela quem teve a ideia, eu apenas apertei o clique da máquina, mas o resultado, na minha opinião ficou ótimo.  Espero que gostem...

Até a próxima,
                       Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

POST 172/2014 - DIA DO VINHO EM SÃO PAULO


Olá... Final de semana e o sábado 21 de junho é marcado pelo início do inverno no Hemisfério Sul, não bastasse isso e aproveitando a invasão de turistas na cidade em função da Copa, São Paulo decretou este dia como o Dia do Vinho.  Uma cidade com tantas cantinas e excelentes restaurantes não poderia perder  essa oportunidade.

Contudo no Brasil o Dia Nacional do Vinho é comemorado no primeiro domingo do mês de junho, que este ano caiu no dia 1º do mês.  No Rio Grande do Sul, estado de maior produção de vinhos no Brasil,  a festa é de uma semana e ocorre principalmente em oito municípios da Serra gaúcha.

A quinta edição do evento chega com números recordes: 56 ações estão programadas e mais de 200 empreendimentos planejam alguma atividade alusiva ao tema (incluindo vinícolas com descontos, agências de viagens com ofertas de passeios exclusivos e restaurantes com opções especiais para a data). O incremento previsto nos negócios dos participantes que irão se envolver nas festividades de Baco é de 20%.

O balanço mais recente de consumo da cadeia vinícola também reforça o brinde, segundo dados da Ibravin -  Insituto Brasileiro do Vinho, no ano passado, a comercialização de vinhos finos nacionais cresceu 7%, enquanto os de mesa tiveram alta de 3,2%. Espumantes, com acréscimo de 7,7%, e sucos de uva em ascensão de 40%, são motivos de comemoração.

O vinho não é só um produto comercial. Na cadeia do vinho há histórias e a sucessão secular de famílias, que transmitem de gerações à gerações, o significado desta enorme tradição cultural.  Os imigrantes alemães e principalmente italianos deram ao Sul de  nosso país uma brasilidade européia.  

Pena que haja uma carga tributária tão grande sobre a produção nacional, a ponto de consumirmos mais os vinhos chilenos e argentinos do que os nossos. Sem dúvida eles são muito bons, contudo tal fenômeno ocorre, pois estes se beneficiam comercialmente ao entrarem no país apoiados pelas leis do Mercosul, que praticamente os isentam de impostos.  Assim sendo um bom vinho chileno, como o da  foto que fiz para ilustrar o Blog de hoje, acaba sendo mais barato que um vinho de qualidade similar  produzido no Brasil.

Mesmo com essa concorrência, quase desleal, a nossa indústria vem crescendo ano a ano, até porque o consumo desta bebida  ainda é muito pequena, comparada com a de outros países.  Para que tenham uma ideia o nosso consumo per capita cresceu 23,29% de 2008 a 2011, contudo em 2011 era ainda de 1,8 litros por habitante/ano, enquanto que na França por exemplo, no mesmo ano esse número era de 45,61 litros por habitante/ano, segunda pesquisa efetuada pelo Wine Institute. 

Até a próxima,
                      Amo vocês, 
                                          Marcel Peixoto.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

POST 150/2014 - JANTAR REGADO A VINHO E O CHARME DA MOET & CHANDON


Olá...  Comemorando o post de número 150 e o final de maio, na última sexta-feira deste mês, acabei casualmente ganhando  um vale-night e fui passar a noite na Barra com a minha irmã, que estava com o marido em viagem.  Para marcar esse encontro, fomos jantar e tomar um bom vinho, com a companhia de minha sobrinha.

O local escolhido foi o Cavist da Barra, que por ser uma casa de venda de vinhos, acaba tendo um bom preço para os mesmos. quando os consumimos em seu restaurante, pois não há acréscimo (a não ser os 10% da nota), além de ser um local bastante aconchegante e com uma comida diversificada e de excelente qualidade.

O inusitado foi encontrar um casal de amigos, apreciadores de vinhos, que ao me  verem sem a minha esposa, simplesmente "não me conheceram".  Obviamente fui a eles e apresentei minha irmã e sobrinha... Não se pode fazer nada escondido hoje em dia, sempre encontramos alguém conhecido...  Durante o jantar, juntou-se a nós meu sobrinho com a namorada e a noite ficou ainda mais divertida. 

Nossa noite foi abreviada, pois a Light faria manutenção na rua e a meia-noite cortaria a energia para consertos na rede elétrica.  Aproveitamos ao máximo e na saída,  identifiquei as garrafas de Moet & Chandon na prateleira e achei tão charmosas,  que fiz a foto acima para o Blog.

A Maison Moët & Chandon é uma produtora de vinhos espumantes do tipo champagne,  fundada em 1743. A vinícola pertence hoje em dia ao grupo LVMH, o maior produtor de artigos de luxo do mundo e é uma das maiores produtoras de champagne do mundo. A "Casa" possui hoje cerca de 1.500 acres (6 km²) de vinhedos e anualmente produz dois milhões de caixas de champagne. A companhia está sediada na cidade de Épernay,  França. 

Em 1743, Claude Moët começou a entregar os vinhos da região de Champagne em Paris.  O reinado de Luis XV  coincidiu com um grande aumento da demanda de vinhos efervescentes. Moët expandiu rapidamente e, pelo final do século XVIII, já estava exportando a bebida para toda a Europa e Estados Unidos. Seu neto, Jean-Rémy Moët, levou a "Casa" para uma clientela de elite como Thomas Jefferson e Napoleão Bonaparte.   O nome Chandon foi adicionado à companhia quando Jean-Rémy Moët deu a metade da companhia a seu genro Pierre-Gabriel Chandon de Briailles em 1832 e a outra metade a seu filho, Victor Moët. Seu rótulo mais até hoje, o Dom Perignon,  é em homenagem ao monge beneditino conhecido como o “pai de Champagne”.

A Maison Moët & Chandon fundiu-se com o Hennessy, de Cognac, em 1971 e com a Louis Vuiton em 1987  para transformar-se LVMH (Louis-Vuitton-Moët-Hennessy), o maior grupo de artigos de luxo do mundo, com vendas da ordem de 16 bilhões de euros em 2004.  A Moët & Chandon é a fornecedora oficial de champanhe à rainha Elizabeth II.  Em  2006, a companhia produziu uma edição limitada de Moët & Chandon Brut Impérial em que a garrafa foi decorada com cristais Swarovski.  Chique, não?

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

POST 146/2014 - UM QUADRO GAÚCHO, TCHÊ!


Olá... Iniciando a última semana  de maio, um mês muito comemorativo e que ainda promete surpresas antes de seu fim... Estava na minha sala pensando o que poderia ser a inspiração para o Blog de hoje, quando olhei o quadro acima e não pensei duas vezes, peguei a câmera e o fotografei. 

Antes de falar do quadro propriamente dito,  preciso falar de minha paixão pelos vinhos.  É uma relação de difícil entendimento, visto que o quadro é de bambu e não de videiras... Mas vou tentar explicar... Após o nascimento da minha filha, mais especificamente após o seu primeiro mês viajamos para São Lourenço, no Sul de Minas e lá tomei minha "última" cerveja.  Ao retornar, decidi que ficaria sem beber álcool daquele dia em diante, e assim foi por longos 7 anos.

Fui tão radical nesta época, que nem na virada do ano eu tomava aquele golinho de espumante que todo mundo toma... Lei seca era meu lema, até que completei 10 anos de casado.  Procuramos o padre que fez nosso casamento e pedimos que ele rezasse uma missa no mesmo dia de nosso casamento em comemoração a nossa união e como o padre gostava muito de nós, assim o fez.

No início da missa, o mesmo nos convidou para ficarmos no altar e fez toda a liturgia conosco, inclusive a parte da ceia, onde nos ofertou o cálice de vinho.  Neste momento minha abstinência foi para o brejo... Tive que beber o vinho do padre e vou falar uma coisa, como é forte... Aquilo desceu me queimando por dentro...

Dalí por diante, comecei a me interessar por vinhos... No ano seguinte,  fiz a minha primeira viagem para a Serra Gaúcha, região produtora de vinhos e visitei várias vinícolas, aprendendo cada vez mais a apreciar o produto.  Gostamos tanto que retornamos em 2004 e 2006, em todas essas oportunidades nossa visita se deu no inverno, muito agradável aquele frio todo, mas todas as videiras secas. 

Finalmente em 2008, resolvemos retornar em fevereiro, época da colheita da uva e desta vez nos fartamos de ver as parreiras repletas de frutos.  Neste época, estava acontecendo a Festa da Colheita,  que incluía uma feira de  artesanatos e exposição de artistas locais e como bons turistas, partimos para ver.  Depois de visitar vários estandes, chegamos em um especial onde encontramos o quadro da talentosa pintora  Roseli Pellizzari. Nos apaixonamos pelo quadro e resolvemos comprá-lo, prestigiando assim o trabalho da artista.  

Foi um desafio trazer o quadro, pois o mesmo tem mais de 1 metro de altura, mas valeu a pena, ele se encaixou perfeitamente em nossa parede e nos faz lembrar sempre da Serra Gaúcha e de seus encantos. O melhor foi ver a satisfação da artista ao saber que sua obra viajaria para o Rio de Janeiro. Agora com a foto no Blog, espero que ela reveja a sua obra e se lembre de nós.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

POST 110/2014 - PÁSCOA NA BARRA


Olá... Domingo de Páscoa... É hoje o dia de almoçarmos em família e comermos muito chocolate... Para tornar o dia ainda mais especial, é aniversário da minha sogra... Partimos para Barra,  para encontrarmos  a família de minha irmã e amigos e comemorarmos todos juntos...

Infelizmente ao chegarmos na Barra, minha filha começou a passar mal e acabamos no Hospital Rio Mar, ao invés de comemorarmos qualquer coisa, para piorar a sogra também não estava passando bem e nem almoçou. O jogo do Botafogo foi um fiasco e o tempo também não ajudou muito.

Mas no final, deu tudo certo.  O problema da filha foi só um susto, a sogra melhorou, o jogo acabou e finalmente tivemos um almoço maravilhoso, com tudo que se tem direito em uma Páscoa entre pessoas queridas. O cardápio variado que ia do maravilhoso bacalhau com batatas coradas e muita cebola,  passando pela picanha (para quem come, o que não é o meu caso...)  ao tradicional peru, feito pela minha esposa, que desta fez se superou...

Os vinhos foram incríveis, eu que não iria beber, por conta da Lei Seca, mas acabei por prová-los, pois seria quase uma heresia recusar um Brunello di Motalcino (italiano de primeira linha), depois um bom argentino (Alta Vista Premium) e para fechar um espanhol de Rioja, composto de uvas templanillo. Show!

Como sobremesa, fora o tradicional pudim de leite e muito chocolate de várias formas, tivemos o bolo de aniversário, que nada mais era que um Floresta Negra, daquela padaria que todo mundo gosta...  Claro que rolou o tradicional "Parabéns para você..."

Depois de tudo isso, só mesmo curtindo a vista da Barra da Tijuca a noite, com as luzes dos prédios refletindo dentro da Lagoa de Marapendi.  A paisagem estava tão bonita, que mesmo sem estar com a lente apropriada para foto, resolvi clicar para compartilhar com vocês, pelo menos isso.

Assim, encerramos a nossa Páscoa,  desejando que a Ressurreição de Cristo traga um renascimento para cada um de nós e que tenhamos sucesso na busca de tentarmos, a cada dia, nos tornarmos pessoas melhores do que éramos no dia anterior.  Que a Fé seja o nosso diferencial nesta batalha e que nosso caminho seja sempre iluminado.

Até a próxima,
                       Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto


domingo, 5 de janeiro de 2014

POST 004/2014 - ROLHAS DE CORTIÇA



Olá..  Comecei há alguns anos a apreciar a arte de degustar vinhos... Diferente de outras bebidas, no vinho existe toda uma magia que vai desde a sua fabricação até o ato de bebermos, mas não vou falar de vinhos hoje e sim do componente de vedação das garrafas, que é a rolha.

Como podem ver na foto, clicada em casa, tenho uma coleção de rolhas, que nasceu da ideia de guardar uma e depois outra, enfim... Comprei uma jarrinha, fui aumentando os tamanhos e daqui a pouco terei que aumentar o espaço novamente...   (risos...) 

As rolhas originais são de cortiça, que é a casca do sobreiro, uma árvore nobre com características especiais e que cresce nas regiões mediterrânicas como Espanha, Itália, França, Marrocos, Argélia e principalmente em Portugal na região do Alentejo, que é o maior produtor, representando mais de 50% da produção mundial, tornando a indústria da cortiça, de grande importância econômica para o país.

O sobreiro é uma árvore de grande longevidade (150 a 200 anos) e com enorme capacidade de recuperação. A cortiça somente pode ser retirada da árvore após a mesma atingir de 25 a 30 anos e após essa primeira extração, somente a cada 9 anos.  Portanto, se quer fazer sua própria rolha, acho bom plantar logo o seu sobreiro.

A cortiça é um tecido vegetal e que possui qualidades únicas e inigualáveis, como sua leveza, impermeabilidade a líquidos e a gases, elasticidade e compressibilidade, isolamento térmico e acústico, combustão lenta e grande resistência ao atrito. Além de tudo isso é um material ecologicamente perfeito, pois é natural, reciclável e renovável.

Contra a rolha de cortiça está o preço e a possibilidade de desenvolvimento do TCA (Tricloroanisole), que é um fugo responsável pelo odor desagradável que eventualmente pode estar presente no vinho. Estatísticas afirmam que o bouchonée (termo francês para vinho com gosto de rolha) causado pelo TCA ocorre em cerca de 5% a 6% das rolhas.  Por considerar a "margem de erro" alta demais, alguns enólogos se curvaram as rolhas sintéticas, em particular os produtores do Novo Mundo (EUA, Austrália ee Nova Zelândia), sendo um deles o famoso Robert M. Parker.

Eu, como um tradicionalista, continuo preferindo a rolha de cortiça.  Tem mais charme, mais beleza e nos remota a essa árvore maravilhosa (que apesar de nunca termos visto pessoalmente, nos encanta pelas fotos), a Portugal, enfim só isso já é motivo suficiente para preferi-la.

Até a próxima,
                         Amo vocês,
                                             Marcel Peixoto