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quarta-feira, 28 de maio de 2014

POST 146/2014 - UM QUADRO GAÚCHO, TCHÊ!


Olá... Iniciando a última semana  de maio, um mês muito comemorativo e que ainda promete surpresas antes de seu fim... Estava na minha sala pensando o que poderia ser a inspiração para o Blog de hoje, quando olhei o quadro acima e não pensei duas vezes, peguei a câmera e o fotografei. 

Antes de falar do quadro propriamente dito,  preciso falar de minha paixão pelos vinhos.  É uma relação de difícil entendimento, visto que o quadro é de bambu e não de videiras... Mas vou tentar explicar... Após o nascimento da minha filha, mais especificamente após o seu primeiro mês viajamos para São Lourenço, no Sul de Minas e lá tomei minha "última" cerveja.  Ao retornar, decidi que ficaria sem beber álcool daquele dia em diante, e assim foi por longos 7 anos.

Fui tão radical nesta época, que nem na virada do ano eu tomava aquele golinho de espumante que todo mundo toma... Lei seca era meu lema, até que completei 10 anos de casado.  Procuramos o padre que fez nosso casamento e pedimos que ele rezasse uma missa no mesmo dia de nosso casamento em comemoração a nossa união e como o padre gostava muito de nós, assim o fez.

No início da missa, o mesmo nos convidou para ficarmos no altar e fez toda a liturgia conosco, inclusive a parte da ceia, onde nos ofertou o cálice de vinho.  Neste momento minha abstinência foi para o brejo... Tive que beber o vinho do padre e vou falar uma coisa, como é forte... Aquilo desceu me queimando por dentro...

Dalí por diante, comecei a me interessar por vinhos... No ano seguinte,  fiz a minha primeira viagem para a Serra Gaúcha, região produtora de vinhos e visitei várias vinícolas, aprendendo cada vez mais a apreciar o produto.  Gostamos tanto que retornamos em 2004 e 2006, em todas essas oportunidades nossa visita se deu no inverno, muito agradável aquele frio todo, mas todas as videiras secas. 

Finalmente em 2008, resolvemos retornar em fevereiro, época da colheita da uva e desta vez nos fartamos de ver as parreiras repletas de frutos.  Neste época, estava acontecendo a Festa da Colheita,  que incluía uma feira de  artesanatos e exposição de artistas locais e como bons turistas, partimos para ver.  Depois de visitar vários estandes, chegamos em um especial onde encontramos o quadro da talentosa pintora  Roseli Pellizzari. Nos apaixonamos pelo quadro e resolvemos comprá-lo, prestigiando assim o trabalho da artista.  

Foi um desafio trazer o quadro, pois o mesmo tem mais de 1 metro de altura, mas valeu a pena, ele se encaixou perfeitamente em nossa parede e nos faz lembrar sempre da Serra Gaúcha e de seus encantos. O melhor foi ver a satisfação da artista ao saber que sua obra viajaria para o Rio de Janeiro. Agora com a foto no Blog, espero que ela reveja a sua obra e se lembre de nós.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.

terça-feira, 20 de maio de 2014

POST 138/2014 - A DANADA DA CACHAÇA


Olá... Domingo, dia de um bom aperitivo antes do almoço e nada melhor que uma cachaça brasileira de altíssima qualidade.  Resolvi fotografar uma garrafa de uma das melhores que tenho, para ilustrar o Blog de hoje.   A Copa está chegando e muitos turistas irão conhecer a bebida da nossa terra.

Cachaça, pinga, cana ou canha é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira.  É usada como coquetel na mundialmente conhecida "caipirinha". É obtida com a destilação do caldo de cana-de-açúcar  fermentado. A fermentação do melaço, também dá origem ao rum. A cana-de-açúcar é o elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramineas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.

A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil,  está relacionada diretamente ao início da colonização portuguesa do país e a atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria-prima da cachaça, possibilitou a implantação dos estabelecimentos cachaceiros

Com o passar do tempo, melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso quentão. Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro, os escravos; e depois, os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma aura marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alcançando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares.

O total de produtores de cachaça em 2011 alcançou, no Brasil, os 40 000, sendo que apenas cerca de  5000 (12%) são devidamente registrados. Por ser uma bebida popular que vem há séculos acompanhando o povo brasileiro, é conhecida por inúmeros sinônimos, que passam de 2 000 e a cachaça é, sem dúvida, a palavra com mais sinônimos na língua portuguesa e talvez em qualquer outra língua.

Atualmente, várias marcas de boa qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.  A Casa Bucco é uma delas, sendo uma pequena empresa familiar, migrantes de Udne, norte da Itália, onde eram produtores de Grappa.

Atualmente, a Casa Bucco é produtora de bebidas de alta qualidade, de forma artesanal, reconhecida pelos prêmios conquistados e publicados nos mais conceituados meios de comunicação. Cultivo próprio da cana de açúcar, na propriedade da Casa Bucco, no Vale do Rio das Antas, Bento Gonçalves, RS.  Destilam em alambique de cobre, descontínuo, tipo "Charantês" de 500 litros de capacidade, da mesma forma que se produzem os melhores conhaques e grappas do mundo. Envelhecem seus produtos em barris de carvalho importados, de 200 litros de capacidade e tonéis de bálsamo de 700 litros.

Conhecemos a destilaria em uma de nossas viagens á Serra Gaúcha... Chegamos lá num dia lindo de sol, as 10 horas da manhã e fomos recebidos com muito entusiasmo pelos funcionários, que nos ofertaram uma magnífica caipirinha. De férias e sem estar dirigindo, nos deixamos levar pela ocasião e ainda com o café da manhã em nossa memória, não hesitamos e nos deliciamos.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.