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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

POST 300/26 - A TERCEIRA XÍCARA

 


            Resolvi começar a trazer para vocês um pouquinho dos contos que venho escrevendo ao longo destes últimos dois anos. Para começar a séria, escolhi um conto que foi muito bem recebido pelos meus leitores. Espero que curtam e deixem seus comentários.


A TERCEIRA XÍCARA

 

Pontualmente às dezoito horas, como fazia sempre, Sônia retornou à sala para retirar o chá e já encontrou Laura caída ao lado da poltrona.

Laura havia perdido a sua filha precocemente, mas seu genro Eduardo — que vivia afundado em dívidas de jogo — aparecia sempre para tentar tirar alguma vantagem. Viúva de um milionário inglês, preservava os hábitos que adquiriu na convivência com o falecido; o principal era o chá das cinco, que era servido pontualmente por sua empregada: Sônia. Sua principal companhia era a amiga inseparável Helena, que habitualmente dividia esse momento com ela.

Sônia aproximou-se. Laura estava imóvel, com uma das mãos estendida sobre o tapete persa. Chamou-a, repetiu, dessa vez mais alto. Ajoelhou-se ao seu lado e tocou-lhe o ombro. O corpo ainda conservava algum calor, mas não havia resposta.

Percebeu uma caneta sobre a mesa. Não costumava ficar ali. Laura era meticulosa com seus objetos, especialmente naquele ambiente onde nada parecia mudar de lugar. Sônia chegou a estender a mão para recolhê-la, mas desistiu.

Olhou novamente para as xícaras. Duas haviam sido utilizadas. A terceira permanecia intacta, como sempre.  Por alguns instantes, ficou parada, tentando compreender o que havia acontecido naquela última hora. Depois, correu até o telefone.  Quando a polícia chegou, encontrou a sala exatamente como Sônia a deixara.

Ao chegar à cena da morte, o detetive Miguel percebeu que aquela sala exalava um requinte silencioso. Não era apenas o luxo das porcelanas ou a mobília herdada de salões vitorianos, havia ali um ar misterioso.  Quadros de pintores famosos ornavam as paredes. Mas o que lhe chamou a atenção foi a mesa, onde havia três xícaras e uma bela caneta.

— Quem esteve aqui no dia de hoje, além de você? — perguntou o detetive.

Sônia, ensaiando um choro pouco convincente, respondeu que naquela tarde, logo após o chá ser servido, Helena saiu em disparada, alegando um compromisso importante. Antes, por volta das dezesseis horas, uma visita inesperada de Eduardo aconteceu, mas Sônia só percebeu sua presença quando ele já saía pela porta dos fundos. 

E de quem seria a terceira xícara? — Perguntou mais uma vez o detetive.

A empregada gaguejando um pouco respondeu que a patroa exigia sempre uma xícara a mais na mesa, que ficava vazia. Uns diziam que era superstição, mas Laura a definia como: “a presença da ausência”.

As investigações prosseguiram e não tardou a sair o laudo de envenenamento, comprovado pelo exame no chá da xícara de Laura, que detectou arsênio. No cofre, que estava aberto, o testamento assinado com a data do dia anterior, deixava quase toda a herança para o genro e as obras de arte para sua amiga. Com a quebra de sigilo da conta de Sônia, descobriu-se que uma grande quantia havia sido transferida de Laura para ela, na manhã da morte — com valor suficiente para comprar silêncio... ou culpa. 

Três suspeitos. Nenhuma prova sólida. E nenhuma lágrima legítima.

Ao voltar à casa para buscar mais pistas, o detetive Miguel encontrou Helena à mesa de chá com três xícaras dispostas com esmero, como num altar particular. Ela o convidou para a mesa. Serviu seu próprio chá e a xícara à frente de Miguel, que observava atentamente seus movimentos. 

— Não vai beber, detetive? Deseja açúcar? — perguntou Helena, com certa ironia. 

— De quem era a terceira xícara? — arriscou ele, de forma quase cerimonial.

Helena segurou sua xícara como se segurasse um segredo antigo. Seus olhos buscaram a cadeira vazia e, sem tirá-los dela, respondeu com uma calma que doía:

— Era para quem nos entendia sem palavras: O amor.  Ele não suportava mais as paredes — continuou, num sussurro. — A morte abriu a última janela.  Passamos a vida calando. Hoje, escolhemos dizer tudo... em silêncio.

E então levou o chá à boca e bebeu devagar. Sorriu com os olhos marejados e, em seguida, tombou suavemente.

Miguel se moveu para levantar-se, mas antes que pudesse agir, Helena já estava desfalecida ao lado da mesa. O detetive se aproximou. Em seu colo, um envelope com o nome de Laura.

Ele abriu com cuidado. Dentro, um bilhete escrito com delicadeza e intenção:

“A quem encontrar estas palavras,

Passamos a vida escondendo aquilo que tínhamos de mais verdadeiro. Aos olhos do mundo, éramos duas amigas inseparáveis. Entre nós, existia um amor que nunca pôde caminhar à luz do dia.

Amamo-nos nos silêncios, nos encontros disfarçados, nos gestos interrompidos pela presença de alguém. Construímos uma vida inteira dentro dos pequenos espaços que nos permitiram ocupar.

Mas os anos passaram, e o mundo continuou pequeno demais para o nosso amor.

Não nos faltou sentimento. Faltou-nos a liberdade de vivê-lo.

Hoje, depois de tantos anos de renúncias, escolhemos acreditar que exista, além desta vida, um lugar onde não precisemos esconder as mãos, disfarçar os olhares ou chamar de amizade aquilo que sempre foi amor.

Talvez estejamos enganadas. Talvez a liberdade que procuramos não exista do outro lado. Mas foi nessa esperança que encontramos a coragem para nossa última despedida.

Não pedimos que compreendam nossa decisão. Apenas que saibam: por trás de tantos anos de silêncio, houve duas mulheres que se amaram profundamente.

E, se algum dia perguntarem por que havia sempre uma terceira xícara sobre a mesa, saibam que ela nunca esteve vazia. Guardava tudo aquilo que nos foi negado nesta vida.”

Miguel terminou a leitura e permaneceu imóvel por alguns instantes. Releu as últimas linhas, como se procurasse nelas alguma explicação que lhe tivesse escapado.

Olhou para o corpo de Helena, imóvel à sua frente, e depois para o bilhete. Pensou nos depoimentos, nas suspeitas, nos testamentos. Todas as peças pareciam finalmente se encaixar, mas não da maneira que imaginara.

Dobrou o papel cuidadosamente e o guardou no envelope.

— Duas mortes... — murmurou, contrariado. — E eu procurando um assassino.

Pela primeira vez em muitos anos de profissão, Miguel não sabia se havia solucionado um caso ou simplesmente chegado tarde demais.


Até a próxima,

                       Amo vocês, 

                                          Marcel Peixoto

 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

POST 299/26 - AINDA HAVIA ALGUÉM POR AQUI


 

Entrei sem nenhuma intenção especial. Talvez por curiosidade, talvez por saudade. Fazia tempo que eu não abria aquela porta. Estava tudo lá.

Os textos, as fotografias, os comentários, os títulos que um dia me pareceram tão importantes. Algumas coisas eu reconheci imediatamente. Outras precisei ler para acreditar que tinham sido escritas por mim. É estranho reencontrar nossas próprias palavras depois de tantos anos. Elas continuam sendo nossas, mas já não pertencem exatamente à pessoa que somos.

Então vi os números.  Quinze mil visitas no mês anterior. Quase dez mil naquele que ainda nem havia terminado. Mais de oitocentas num único dia.

— Mas quem está vindo aqui?

Por alguns minutos, confesso, gostei da ideia. Enquanto eu andava ocupado com livros, contos, lançamentos, saraus e tantas outras coisas, meu velho blog continuava recebendo gente. Imaginei desconhecidos chegando por acaso, lendo uma crônica, olhando uma fotografia, talvez pulando de um texto para outro. Foi uma sensação boa.

Boa demais, o que me fez desconfiar.  Resolvi investigar e a fantasia começou a perder um pouco do encanto. Muitos daqueles visitantes provavelmente não eram visitantes. Eram máquinas, mecanismos de busca, robôs percorrendo a internet e outras coisas que não saberiam distinguir uma crônica de uma lista telefônica.

Meus milhares de leitores desapareceram em poucos minutos. Curiosamente, não fiquei decepcionado. Continuei andando pelo blog.  Encontrei Monet. Encontrei Bracuhy. Encontrei o Cemitério dos Escravos, a Praça do Preto Velho, fotografias, viagens, flores, lembranças. Encontrei assuntos sobre os quais escrevi há mais de dez anos e que, de alguma maneira, continuaram caminhando comigo.  Foi quando parei de olhar as estatísticas.

Aquele lugar guardava uma parte de mim que eu havia deixado ali sem perceber. Um homem que fotografava o que encontrava pelo caminho e depois se sentava diante do computador para contar alguma coisa sobre aquilo. Ainda não havia publicado romances, livros infantis ou biografias. Sequer teria coragem de me apresentar como escritor. Apenas escrevia.  E escrevia porque gostava.

Passei mais algum tempo abrindo portas, mexendo em gavetas, reconhecendo coisas que julgava esquecidas.  Quando entrei, queria descobrir quem eram aquelas pessoas que ainda visitavam meu velho blog. Não encontrei quinze mil leitores. Encontrei um. Eu.

Ainda havia alguém por aqui.

 

Até a próxima,

                       Amo vocês, 

                                          Marcel Peixoto

 


sábado, 11 de novembro de 2023

POST 298/23 - EU SÓ QUERO É SER FELIZ ... O FUNK

 



Redigi o texto abaixo com a intenção de  colaborar com um grupo que estava produzindo um artigo, mas o mesmo não foi aprovado.  Então resolvi publicar o mesmo aqui no blog, que está a bastante tempo sem receber novas postagens. Vale ressaltar que a foto acima foi criada através da inteligência artificial e são personagens fictícios, apenas para ilustrar o tema.

FUNK

“Eu só quero é ser feliz...”

Essa frase, de um dos refrãos mais badalados do funk carioca, representa muito essa cultura, ou estilo musical, como preferir. Os adeptos estão à procura de extravasar, de esquecer as dificuldades de seu dia a dia, de serem protagonista de uma vida que só lhes trazem barreiras.

Mas, para entendermos melhor tudo isso, precisamos entender como surgiu esse movimento que, na verdade, nasceu bem distante de nós, na década de 60, através da música negra norte-americana. Com uma mistura de soul music, R&B, rock e da música psicodélica, em alta na época, nasce o funk, mas com característica próprias, ritmo malandreado, com baixos e metais fortes e ritmados e, principalmente, com percussão acentuada e dançante.  Foi imediatamente considerado indecente, pois a palavra “funk” tinha conotações sexuais na língua inglesa.

Duas décadas depois, chegou ao Rio de Janeiro com algumas alterações, influenciadas por um novo ritmo originário da Flórida, o Miami Bass, que dispunha de músicas erotizadas e batidas mais rápidas.

Ao final da década de 80, os bailes funk começaram a atrair muitas pessoas. Inicialmente, as letras falavam sobre drogas, armas e a vida nas favelas e posteriormente a temática principal do funk veio a ser a erótica, com letras de conotação sexual e de duplo sentido.

As comunidades abraçaram o movimento, pois sentiam-se ali representadas. Os famosos bailes, aconteciam dentro de suas localidades e as músicas falavam de seu cotidiano. Nenhum outro evento musical se dava em seu território, pois o abandonado do poder público, não possibilitava a segurança necessária para fazê-lo. Aos poucos, um poder paralelo foi se instalando e fomentando ainda mais os bailes, pois pelo acúmulo de pessoas, viam facilitadas suas ações criminosas e o tráfico passou a imperar.

Tal fato fez com que o preconceito aumentasse ainda mais sobre o movimento, conferindo-lhes aos frequentadores, que em sua maioria eram pobres, pretos e moradores da periferia, mais um estigma: funkeiro.

Retornado a nossa primeira frase, O Rap da Felicidade (Cidinho E Doca — https://www.youtube.com/watch?v=7pD8k2zaLqk — lançado em 1994), retrata muito bem a situação que discorremos. Na sequência, apenas 2 anos depois, Mc Bob Rum lança o Rap do Silva (https://www.youtube.com/watch?v=vlZ9MGgC1NI), que conta a história de um pai de família, trabalhador e que gostava muito do movimento. Esses dois funks vão muito além de músicas, pois refletem um contexto histórico de preconceitos, abandono das periferias pelo poder público e a tentativa de apagamento das culturas oriundas dos movimentos negros.

Depois dessa fase inicial, com músicas melodiosas, como as de Mc Marcinho e da inesquecível dupla Claudinho e Buchecha, houve uma deterioração das letras, e a batida empolgante, apesar de se manter, ficou prejudicada por letras sexualmente explicitas, afastando o grande público do movimento.

Com o passar do tempo, o funk carioca foi rompendo fronteiras e se popularizando em várias partes do Brasil e inclusive no exterior. E hoje, depois de mais de quatro décadas, mesmo com os sucessos de ícones como Anitta e Ludmilla, oriundas do movimento, o funk ainda sofre com os preconceitos, ficando notoriamente conhecido como um movimento periférico.  No entanto, é notório que hoje o funk não mais se restringe a um contexto de periferia, basta frequentar qualquer festa “de playboy e de patricinha” para ver o efeito que o ritmo produz.

            Qual o futuro do funk? Observando um dos maiores produtores de vídeo clipes de funk do YouTube na atualidade, KondZilla, com seus mais de 66 milhões de inscritos e lançando diversos clipes novos por semana, pode-se dizer que o futuro do movimento ainda é muito próspero e promissor. Com sua batida extremamente contagiante, que seja longa a vida dessa parte tão rica de nossa cultura.


Até a próxima,

                       Amo vocês, 

                                          Marcel Peixoto


quinta-feira, 17 de agosto de 2023

POST 297/23 - O MEDO E O AMOR

 



Seria tão mais fácil se ao encarnar o Ser Humano cumprisse exatamente aquilo que se propôs a fazer diante do Conselho Cármico, onde para conseguir o aval de ter mais uma oportunidade de crescimento espiritual aqui na Terra, se comprometeu a realizar um plano divino.  Ou vocês acham que alguém nasceu para errar?

A questão é que o Criador, em sua infinita bondade, nos fez a sua semelhança, ou seja, pequenos deuses encarnados e nos concedeu o maior dom possível, que é o livre arbítrio. Para equilibrar, apagou de nossa lembrança consciente aquele compromisso acordado, que reside somente em nosso âmago.  Assim, caminhamos com nossas próprias pernas, tomando decisões a cada instante e daí advém os problemas.

Simplificando, temos somente duas possíveis vibrações energéticas que trazemos conosco, o medo e o amor, um simbolizando o lado negativo e o outro o positivo, desta maneira podemos classificar todos os nossos sentimentos.

Preconceito, intolerância, raiva, egoísmo, tristeza, ódio, violência, são exemplos de medos que o ser humano tem vibrado cada vez mais e quando se entra nessas vibrações, gera-se um ciclo vicioso do qual se tem dificuldade de sair. Para combater o Medo, só há uma arma – o Amor.

E é justamente isso que está faltando em nosso planeta, o Amor. 

Quando não se tem amor, o preconceito cresce, pois o medo do diferente se manifesta, assim como a capacidade de tolerar aqueles que escolhem outros caminhos, evoluindo até chegar ao limiar, que é a violência, ou seja, a total ausência do amor.

Não temos que combater esses males, o que na verdade precisamos é enaltecer o Amor, o amor incondicional, aquele que sendo pleno de si, não espera nada em troca.  Sei que não é fácil, diante de tantas aberrações e atrocidades que vemos pelo caminho, mas essa talvez seja a grande missão coletiva dos homens, vibrar com todas as suas forças no amor.

Vamos fazer a nossa parte e jogar para o Universo todo esse amor que temos em nossos corações, que certamente essa energia será absorvida e amenizará as mazelas do mundo.

Até a próxima,

                       Amo vocês, 

                                          Marcel Peixoto

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

POST 296/22 - REEDITANDO A MAGIA DO NATAL

 


Arrebatado pela proximidade da festa natalina, resolvi reeditar um de meus primeiros blogs, publicado em 26/12/2013, mas que fala deste momento que tão especial e esperado por todos.  

“Olá...  Nesta noite de Natal eu não poderia deixar de colocar uma foto feita ontem, na véspera deste grande Dia.  Casa arrumada, calor na cozinha, com o fogão trabalhando freneticamente, geladeira não dando conta do recado... Gelo, quem arruma gelo??  Uma correria para dar tudo certo.

A ceia composta de mais comida que a capacidade dos convidados de comê-las, flores espalhadas e o arranjo de frutas, que para um país tropical como o nosso fica fácil de fazê-lo, por nossa variedade, mas nem por isso deixamos de lado as castanhas, tâmaras, avelãs, amêndoas, damascos e as cristalizadas, essas com aquele "açuquinha" (desculpem o meu neologismo) por cima, que não podem faltar.

 Não bastasse tudo isso ainda temos as trocas de presentes, que dependendo do tamanho da família ou do grupo, pode tomar boa parte da festa...

Finalmente Meia-Noite!!! Os sinos tocam em algum lugar e nós nos cumprimentamos desejando uns aos outros um "Feliz Natal".  Tudo isso acontece a olhos vistos e em todas as casas...  Umas com mais farturas outras menos, mas sempre com esse ar de celebração.

Mas a beleza desta noite, não está nas roupas novas das pessoas, tão pouco nos enfeites ou no cardápio, a verdadeira beleza é invisível aos olhos humanos, ela está no Espírito do Natal.  Essa maravilhosa energia divina que nos permeia nessa hora, e sem se manifestar claramente, vai tocando os corações de cada um de nós trazendo essência do Natal, do nascimento, do renascimento...

Essa energia nos dá a possibilidade de renascermos, de nos energizarmos, de nos reabastecermos, para a nova vida que começa naquele momento.  E como se renascêssemos juntamente com o menino Jesus e quanto mais conscientes, quanto mais atentos a nosso cristo interior, quanto mais livres de sentimentos negativos, mais aproveitamos a oportunidade que é dada a todos, sem distinção. A possibilidade de sermos realmente felizes, plenos, de sermos humanos e ao mesmo tempo despertarmos o Cristo dentro de nós.

Por que nossas crianças ficam tão felizes no Natal? Será que é somente pelos presentes que ganham, ou por que aproveitam mais essa energia divina?  Por serem seres mais puros que os adultos, conseguem absorver essa energia em maior quantidade.

Vamos buscar aproveitar essa magia para nossas vidas... O Natal vai passar, mas ela continuará agindo em nossos corações até que uma nova remessa seja despejada sobre nós no próximo 25/12.

Felizes os que celebram o Natal em sua plenitude.”

Até a próxima,

                       Amo vocês, 

                                          Marcel Peixoto




domingo, 29 de dezembro de 2019

POST 295/19 - O SENTIDO DA VIDA



Olá... No último domingo do ano de 2019, coincidentemente a exatos 5 anos sem publicar nenhum Post, senti a necessidade de voltar a escrever, principalmente depois que, ao mexer em alguns papéis antigos, encontrei uma mensagem intuída no ano de 1994.   Essa mensagem apesar de já ter 25 anos, ainda se faz atual pelo assunto abordado - O Sentido da Vida.

Esse questionamento independe de qualquer crença, quem nunca se perguntou isso?  A mensagem abaixo, refleti o meu entendimento sobre o tema.


"Qual seria o real sentido da vida, senão servir?

Muita vezes, ou melhor, na grande maioria das vezes, esquecemos ou simplesmente não pensamos sobre o sentido de nossas vidas.  Por que existimos? O viemos fazer nesse planeta? Ao que se deve essa existência?  perguntas como estas, deveríamos fazer-nos todos os dias e refletindo, buscar um melhor entendimento das situações e acontecimentos ao nosso redor e conosco.

Quando buscamos entender as coisas, que a princípio se ocultam a nossa frente, deixamos para trás as trevas da ignorância e nos abrimos à luz do conhecimento.  Contudo para isso pagamos um preço, e esse preço pode ser alto, pois juntamente com o conhecimento, ganhamos a responsabilidade sobre nossos atos.

Possuímos o livre arbítrio para agirmos de acordo com nossas consciências, contudo quando vislumbramos um pouco mais a frente, deixamos de lado a forma simplista que os ignorantes têm de ver as coisas.

A primeira coisa a ser descartada é o acaso. Se acreditarmos em uma força superior, onipotente, onisciente e onipresente, não podemos aceitar a hipótese de coincidências.  nada acontece sem uma razão de ser.  A forma que vamos encarar a situação, aí sim, vai depender de cada um, pois escolhemos o caminho a seguir.

Há de se ter cuidado, pois aquele caminho que hoje parece ser mais longo e nebuloso, pode não ser. Constantemente vimos o mundo pela ótica material e egoísta da ignorância, sem consultarmos o coração, sem deixar que nossa intuição nos guie, sem darmos espaço ao Amor, que é o sentimento que mas nos aproxima do Ser Supremo.

De uma forma sintética, podemos afirmar que viemos a este mundo para nos tornar Deus. Não como Ele, mas Ele. Na verdade já o somos porém não cremos nisso, colocamos o poder, a maestria, fora de nós e nos enfraquecemos. Somos uma partícula de Deus, sendo assim somos Deus e como tal não deveríamos agir de forma diferente dele, pois assim o retorno se torna mais longo.  Precisamos entender que não somos individuais, apenas possuímos um identidade temporária, efêmera, volátil. Não estamos aqui para sermos e sim para fazermos...

A vida é uma benção, pois só aqui podemos despertar nossas consciências, de forma a nos elevarmos em direção a Deus, retornarmos.  A vida é sagrada, a vida é sublime.

Vamos deixar de lado a visão de nossos olhos e tentar ver com os olhos do coração. Vamos buscar o Deus que existe dentro de nós e deixar que ele resolva as nossas dúvidas para nós.  Vamos transformar nossos vidas não em um passeio, mais em um jornada, onde a tônica seja o amor.

Nós e somente nós, podemos mudar nossas vidas, sejamos Deus a partir desse momento.

Que a Luz maior nos ilumine, agora e sempre.  

                                                                           Amém.

Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1994."
                                                                         
                                                                     
Nesse momento, com a expectativa do Ano Novo, vamos refletir sobre o sentido que damos as nossas vidas.  Que sejamos acima de tudo felizes.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                            Marcel Peixoto

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ENSAIO FOTOGRÁFICO 044/17 - CORRIDA DE RUA (RIO)



Voltando ao Blog depois de mais de um ano sem postagens...

Pura falta de tempo, se é que isso existe, pois na minha forma de ver a vida, a disponibilidade de nosso tempo é proporcional a nossa motivação para determinada tarefa.  Isso não quer dizer que eu esteja desmotivado com o Blog, apenas que outras atividades estão sobrepondo ao blog, por exemplo as corridas.  E é justamente sobre corridas que volto ao blog depois de tanto tempo.

Bem, hoje abri mão de correr para registrar um dos eventos esportivos mais badalados da cidade a Maratona do Rio.  Neste último domingo do outono, fomos privilegiados  a um lindo dia de Sol, transmitindo muito energia positiva para todos os participantes.  

Esta foi a 15ª edição da Maratona do Rio, com 33 mil inscritos nas provas de 42 Km, 21 Km (Meia Maratona) e a charmosa prova de 6 Km (Family Run).

Espero que curtam o resultado.

Para melhor visualizar o ensaio, clique na primeira foto...


FAMILY RUN:













ESTRELAS DO ESPETÁCULO:




















ALGUNS PARTICIPANTES DA MEIA MARATONA:




















MUSAS DO ESPETÁCULO:

Elas não correram, mas estavam trabalhando no evento e trazendo um charme a mais com suas belezas...