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terça-feira, 20 de maio de 2014

POST 138/2014 - A DANADA DA CACHAÇA


Olá... Domingo, dia de um bom aperitivo antes do almoço e nada melhor que uma cachaça brasileira de altíssima qualidade.  Resolvi fotografar uma garrafa de uma das melhores que tenho, para ilustrar o Blog de hoje.   A Copa está chegando e muitos turistas irão conhecer a bebida da nossa terra.

Cachaça, pinga, cana ou canha é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira.  É usada como coquetel na mundialmente conhecida "caipirinha". É obtida com a destilação do caldo de cana-de-açúcar  fermentado. A fermentação do melaço, também dá origem ao rum. A cana-de-açúcar é o elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramineas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.

A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil,  está relacionada diretamente ao início da colonização portuguesa do país e a atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria-prima da cachaça, possibilitou a implantação dos estabelecimentos cachaceiros

Com o passar do tempo, melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso quentão. Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro, os escravos; e depois, os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma aura marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alcançando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares.

O total de produtores de cachaça em 2011 alcançou, no Brasil, os 40 000, sendo que apenas cerca de  5000 (12%) são devidamente registrados. Por ser uma bebida popular que vem há séculos acompanhando o povo brasileiro, é conhecida por inúmeros sinônimos, que passam de 2 000 e a cachaça é, sem dúvida, a palavra com mais sinônimos na língua portuguesa e talvez em qualquer outra língua.

Atualmente, várias marcas de boa qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.  A Casa Bucco é uma delas, sendo uma pequena empresa familiar, migrantes de Udne, norte da Itália, onde eram produtores de Grappa.

Atualmente, a Casa Bucco é produtora de bebidas de alta qualidade, de forma artesanal, reconhecida pelos prêmios conquistados e publicados nos mais conceituados meios de comunicação. Cultivo próprio da cana de açúcar, na propriedade da Casa Bucco, no Vale do Rio das Antas, Bento Gonçalves, RS.  Destilam em alambique de cobre, descontínuo, tipo "Charantês" de 500 litros de capacidade, da mesma forma que se produzem os melhores conhaques e grappas do mundo. Envelhecem seus produtos em barris de carvalho importados, de 200 litros de capacidade e tonéis de bálsamo de 700 litros.

Conhecemos a destilaria em uma de nossas viagens á Serra Gaúcha... Chegamos lá num dia lindo de sol, as 10 horas da manhã e fomos recebidos com muito entusiasmo pelos funcionários, que nos ofertaram uma magnífica caipirinha. De férias e sem estar dirigindo, nos deixamos levar pela ocasião e ainda com o café da manhã em nossa memória, não hesitamos e nos deliciamos.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

POST 113/2014 - SALVE SÃO JORGE ! ! !



Olá... Finalmente chegou o Dia de São Jorge!!! Que este santo guerreiro, traga para todos nós as Boas Novas, que tanto precisamos...  E como costumo fazer, fui a Igreja assistir a missa e agradecer por todas as graças que alcancei,  aproveitando para fazer a foto de hoje do Blog.

Cariocas e devotos do mundo inteiro comemoram o dia de São Jorge.  Padroeiro de Portugal, da Inglaterra e da Catalunha, São Jorge também é protetor dos soldados, militares, ferramenteiros e ferroviários. São Jorge enfrentou e venceu seus inimigos e dragões, tal qual hoje, que temos que enfrentar tantos  problemas em nossas vidas.  Essa co-relação é a que motiva tanta devoção entre os guerreiros da vida real e o santo guerreiro.

De acordo com as lendas, Jorge teria nascido na antiga Capadócia no ano de  275,  atualmente,  cidade da Turquia.   Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, que era originária da cidade de Lida, na Palestina , possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa.

Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde  da província da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar. Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador Dioclesiano.

Em 302, Diocleciano (influenciado por Galério) publicou um édito que mandava prender todo soldado romano cristão e que todos os outros deveriam oferecer sacrifícios aos deuses romanos.  Jorge foi ao encontro do imperador para objetar e perante todos declarou-se cristão. Não querendo perder um de seus melhores tribunos, o imperador tentou dissuadi-lo oferecendo-lhe terras, dinheiro e escravos. Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé,  torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado diante do imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os deuses romanos. Todavia, Jorge sempre reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos, tomando as dores daquele jovem soldado, se converteram ao cristianismo, inclusive a mulher do imperador.  Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia. 

Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida, cidade palestina onde crescera  com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.

Pelo século V, já haviam cinco igrejas em Constantinopla  dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, no Império Bizantino, no Estreito de Bósforo na Grécia,  São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica. 

A devoção a São Jorge cresceu no Brasil pelos escravos que, proibidos de adorar seus Orixás, passaram então a fazer seus pedidos, cultos e rituais fora das igrejas, associando a imagem de São Jorge a Ogum. Ogum é o Orixá da guerra, do fogo e da tecnologia. Ele que criou as máquinas para a agricultura e ensinou as labores manuais. Ele ensinou aos homens a trabalhar o ferro com o fogo. De gênio impaciente e determinado, este Orixá usa a espada para abrir seus caminhos e derrotar seus inimigos. Ele sempre vem em primeiro lugar, antes de todos. Representa o líder nato. Ogum usa seu poder e sua espada para socorrer rapidamente aquele que o invoca. Mas se for invocado de um modo negativo, ele deixará sua espada se abater sobre quem foi injusto.

Assim é o Santo que um  sem número de pessoas tem  grande devoção.  Salve Jorge!!!

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto.