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domingo, 17 de agosto de 2014

POST 219/2014 - CAIPIRINHA - UMA BEBIDA INTERNACIONAL

07 de agosto de 2014

Olá... Hoje estou na expectativa da viagem que faremos amanhã e após um dia de trabalho, nada como um drinque em casa para relaxar e já começar entrar no clima do final de semana.  E ao começar a preparar a caipirinha (de cachaça, a verdadeira caipirinha), imaginei que daria um boa foto para o Blog e não perdi tempo... Acima o resultado.

Há muitas histórias sobre sua origem, porém em todas é de consenso de que a caipirinha foi inventada no interior do estado de São Paulo, mais precisamente na cidade de Piracicaba, grande produtora de cachaça. 


A história da caipirinha começa por volta de 1918, nela, a caipirinha como conhecemos hoje teria sido criada a partir de uma receita popular feita com limão, alho e mel, indicada para os doentes da gripe espanhola. Como era bastante comum colocar um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico, a cachaça era sempre usada. “Até que um dia alguém resolveu tirar o alho e o mel. Depois, acrescentaram umas colheres de açúcar para adoçar a bebida. O gelo veio em seguida, para espantar o calor”, explica Carlos Lima, diretor-executivo do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).

Outra versão, conta que a caipirinha foi criada por fazendeiros latifundiários na região de Piracicaba, no Estado de São Paulo, durante o século XIX, como um drinque local para festas e eventos de alto padrão, sendo um reflexo da forte cultura canavieira na região. A Caipirinha em seus primeiros dias era vista como um substituto local de boa qualidade ao Whisky e ao Vinho importado, sendo a bebida servida frequentemente em coquetéis da alta classe de fazendeiros, vendas de gado e eventos de grande notoriedade.

Dessa origem de alta classe, a caipirinha logo passou para o gosto popular, devido ao baixo preço de seus ingredientes, popularizando-se por todo o estado e se tornando a bebida-simbolo de São Paulo no século XIX. No inicio do século XX, na década de 1930, já era possível encontrá-la em outros estados, especialmente no Rio de Janeiro e Minas Gerais. 


Segundo alguns estudos um antecedente longínquo desta bebida já era usado nas navegações portuguesas e castelhanas do século XVI. Resultava de uma calda elaborada para conservar o limão, usado nas viagens para prevenir o escorbuto (devido à carência de vitamina C). O limão era conservado durante as longas viagens, em aguardente e melaço de cana produzidos na Ilha da Madeira desde o final do século XV, a partir da cana-de-açúcar introduzida na ilha logo após o início da colonização e por iniciativa do Infante D. Henrique, o Navegador. 

Assim chegou à Índia e ao Brasil no século XVI. Os britânicos chegaram muito mais tarde. No Brasil originou a 'caipirinha'. Em Cabo Verde bebe-se o grogue com raízes semelhantes, Na Madeira manteve-se praticamente como a origem:1/3 de melaço ou açúcar de cana, 1/3 de aguardente de cana (cachaça) e 1/3 de sumo de limão ou lima. e tem a designação de "poncha".


Histórias a parte, a bebida é uma das bebidas brasileiras mais conhecidas nacionalmente e internacionalmente e tem a cara de nosso país, além de ser uma delícia...

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.

terça-feira, 20 de maio de 2014

POST 138/2014 - A DANADA DA CACHAÇA


Olá... Domingo, dia de um bom aperitivo antes do almoço e nada melhor que uma cachaça brasileira de altíssima qualidade.  Resolvi fotografar uma garrafa de uma das melhores que tenho, para ilustrar o Blog de hoje.   A Copa está chegando e muitos turistas irão conhecer a bebida da nossa terra.

Cachaça, pinga, cana ou canha é o nome dado à aguardente de cana, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira.  É usada como coquetel na mundialmente conhecida "caipirinha". É obtida com a destilação do caldo de cana-de-açúcar  fermentado. A fermentação do melaço, também dá origem ao rum. A cana-de-açúcar é o elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramineas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da história.

A cachaça é uma bebida de grande importância cultural, social e econômica para o Brasil,  está relacionada diretamente ao início da colonização portuguesa do país e a atividade açucareira, que, por ser baseada na mesma matéria-prima da cachaça, possibilitou a implantação dos estabelecimentos cachaceiros

Com o passar do tempo, melhoram-se as técnicas de produção. A cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso quentão. Devido ao seu baixo valor e associação às classes mais baixas (primeiro, os escravos; e depois, os pobres e miseráveis), a cachaça sempre deteve uma aura marginal. Contudo, nas últimas décadas, seu reconhecimento internacional tem contribuído para diluir o índice de rejeição dos próprios brasileiros, alcançando um status de bebida chique e requintada, merecedora dos mais exigentes paladares.

O total de produtores de cachaça em 2011 alcançou, no Brasil, os 40 000, sendo que apenas cerca de  5000 (12%) são devidamente registrados. Por ser uma bebida popular que vem há séculos acompanhando o povo brasileiro, é conhecida por inúmeros sinônimos, que passam de 2 000 e a cachaça é, sem dúvida, a palavra com mais sinônimos na língua portuguesa e talvez em qualquer outra língua.

Atualmente, várias marcas de boa qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.  A Casa Bucco é uma delas, sendo uma pequena empresa familiar, migrantes de Udne, norte da Itália, onde eram produtores de Grappa.

Atualmente, a Casa Bucco é produtora de bebidas de alta qualidade, de forma artesanal, reconhecida pelos prêmios conquistados e publicados nos mais conceituados meios de comunicação. Cultivo próprio da cana de açúcar, na propriedade da Casa Bucco, no Vale do Rio das Antas, Bento Gonçalves, RS.  Destilam em alambique de cobre, descontínuo, tipo "Charantês" de 500 litros de capacidade, da mesma forma que se produzem os melhores conhaques e grappas do mundo. Envelhecem seus produtos em barris de carvalho importados, de 200 litros de capacidade e tonéis de bálsamo de 700 litros.

Conhecemos a destilaria em uma de nossas viagens á Serra Gaúcha... Chegamos lá num dia lindo de sol, as 10 horas da manhã e fomos recebidos com muito entusiasmo pelos funcionários, que nos ofertaram uma magnífica caipirinha. De férias e sem estar dirigindo, nos deixamos levar pela ocasião e ainda com o café da manhã em nossa memória, não hesitamos e nos deliciamos.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.