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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

POST 276/2014 - MEU PÉ DE ACEROLA

03 de outubro de 2014

Olá... Nesta sexta-feira me encantei novamente com as belezas que a natureza nos proporciona, estou falando aqui de uma árvore frutífera, que me chamou atenção ao passar por ela e identificar o contraste de cor de seus frutos maduros ou em amadurecimento com o verde de sua folhagem. Não hesitei e fiz a foto da aceroleira acima.

A aceroleira é uma planta originária das Antilhas e cultivada em escala comercial em Porto Rico, Havaí, Jamaica e Brasil. Seu fruto, a acerola também conhecida popularmente como cereja-das-antilhas ou cereja-de-barbados, nasce na aceroleira, que é um arbusto de até três metros de altura, cujo tronco se ramifica desde a base e cuja copa é bastante densa com pequenas folhas verde-escuras e brilhantes. Suas flores, de cor rósea-esbranquiçada, são dispostas em cachos e têm floração durante todo o ano. Após três ou quatro semanas, se dá sua frutificação. Por ser uma planta muito rústica e resistente, ela se espalhou facilmente por várias áreas tropicais, subtropicais e até semiáridas. 

A acerola, quando madura, tem uma variação de cor que vai do alaranjado ao vinho, passando pelo vermelho. Esta coloração é resultado da presença de antocianinas, especialmente pelargonidina e malvidina. É uma fruta atrativa pelo seu sabor agradável e destaca-se por seu reconhecido valor nutricional, principalmente como fonte de vitamina C, vitamina A, ferro, cálcio e vitaminas do complexo B (Tiamina, Riboflavina e Niacina). Seu consumo se dá tanto in natura como industrializada, sob a forma de sucos, sorvetes, geleias, xaropes, licores, doces em caldas entre outras.

No Brasil, foi inicialmente introduzida no Estado de Pernambuco pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em 1955, por meio de sementes oriundas de Porto Rico e se espalhou se para o nordeste e outras regiões do país, onde o cultivo de acerolas teve um forte crescimento nos últimos vinte anos, sendo hoje uma importante cultura da Região Nordeste, principalmente na agroindústria de polpa de fruta congelada.

A área cultivada no Brasil é estimada em cerca de 10.000 ha, com destaque para a Bahia, Ceará. Paraíba e Pernambuco, que juntos detém a 60% da produção nacional. A maior parte dos pomares de acerola é formada com mudas oriundas de sementes. Por isso apresentam grande variabilidade genética quanto à produtividade, porte, arquitetura da copa, rendimento de polpa, cor, sabor, consistência e tamanho do fruto.

Sua superfície é lisa ou dividida em três gomos. Possui três sementes no seu interior. O sabor do fruto é levemente ácido e o perfume é semelhante ao da uva. Possui vitaminas A, B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), cálcio, fósforo, ferro e, principalmente, vitamina C, que, em algumas variedades, chega a estar presente em até 5 gramas por 100 gramas de polpa. Este valor chega a ser oitenta vezes superior ao da laranja e ao do limão.

Além de ajudar na formação óssea do adolescente, é eficaz contra arteriosclerosa, artrite e infecções na garganta, pois contém, cálcio, carboidrato, fósforo, ferro e vitaminas A, B, C. Aumenta a eficiência física; acelera a cicatrização depois de cirurgias; combate infecções, resfriados e reduz ataques cardíacos; aumenta a resistência imunológica e favorece a melhoria da elasticidade da pele, prevenindo o aparecimento de rugas; evita a irritabilidade, a fadiga, a perda de apetite; diminui as dores musculares e articulares...

Uma frutinha que merece a nossa atenção!

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                           Marcel Peixoto.

domingo, 17 de agosto de 2014

POST 219/2014 - CAIPIRINHA - UMA BEBIDA INTERNACIONAL

07 de agosto de 2014

Olá... Hoje estou na expectativa da viagem que faremos amanhã e após um dia de trabalho, nada como um drinque em casa para relaxar e já começar entrar no clima do final de semana.  E ao começar a preparar a caipirinha (de cachaça, a verdadeira caipirinha), imaginei que daria um boa foto para o Blog e não perdi tempo... Acima o resultado.

Há muitas histórias sobre sua origem, porém em todas é de consenso de que a caipirinha foi inventada no interior do estado de São Paulo, mais precisamente na cidade de Piracicaba, grande produtora de cachaça. 


A história da caipirinha começa por volta de 1918, nela, a caipirinha como conhecemos hoje teria sido criada a partir de uma receita popular feita com limão, alho e mel, indicada para os doentes da gripe espanhola. Como era bastante comum colocar um pouquinho de álcool em todo remédio caseiro, a fim de acelerar o efeito terapêutico, a cachaça era sempre usada. “Até que um dia alguém resolveu tirar o alho e o mel. Depois, acrescentaram umas colheres de açúcar para adoçar a bebida. O gelo veio em seguida, para espantar o calor”, explica Carlos Lima, diretor-executivo do Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça).

Outra versão, conta que a caipirinha foi criada por fazendeiros latifundiários na região de Piracicaba, no Estado de São Paulo, durante o século XIX, como um drinque local para festas e eventos de alto padrão, sendo um reflexo da forte cultura canavieira na região. A Caipirinha em seus primeiros dias era vista como um substituto local de boa qualidade ao Whisky e ao Vinho importado, sendo a bebida servida frequentemente em coquetéis da alta classe de fazendeiros, vendas de gado e eventos de grande notoriedade.

Dessa origem de alta classe, a caipirinha logo passou para o gosto popular, devido ao baixo preço de seus ingredientes, popularizando-se por todo o estado e se tornando a bebida-simbolo de São Paulo no século XIX. No inicio do século XX, na década de 1930, já era possível encontrá-la em outros estados, especialmente no Rio de Janeiro e Minas Gerais. 


Segundo alguns estudos um antecedente longínquo desta bebida já era usado nas navegações portuguesas e castelhanas do século XVI. Resultava de uma calda elaborada para conservar o limão, usado nas viagens para prevenir o escorbuto (devido à carência de vitamina C). O limão era conservado durante as longas viagens, em aguardente e melaço de cana produzidos na Ilha da Madeira desde o final do século XV, a partir da cana-de-açúcar introduzida na ilha logo após o início da colonização e por iniciativa do Infante D. Henrique, o Navegador. 

Assim chegou à Índia e ao Brasil no século XVI. Os britânicos chegaram muito mais tarde. No Brasil originou a 'caipirinha'. Em Cabo Verde bebe-se o grogue com raízes semelhantes, Na Madeira manteve-se praticamente como a origem:1/3 de melaço ou açúcar de cana, 1/3 de aguardente de cana (cachaça) e 1/3 de sumo de limão ou lima. e tem a designação de "poncha".


Histórias a parte, a bebida é uma das bebidas brasileiras mais conhecidas nacionalmente e internacionalmente e tem a cara de nosso país, além de ser uma delícia...

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.