Translate

Mostrando postagens com marcador mãe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mãe. Mostrar todas as postagens

sábado, 4 de outubro de 2014

POST 267/2014 - UMA SEREIA EM MEU AQUÁRIO

24 de setembro de 2014

Olá... Esta semana pela proximidade do dia de Cosme e Damião não poderia de deixar de homenagear  algum personagem que representa bem as crianças, assim sendo, acabei por me lembrar de um ser mitológico, mas com toda a meiguice e que encanta, principalmente, as meninas - A pequena Sereia.  Para tanto, fiz a foto da personagem em questão, em seu habitat - dentro de um aquário, ilustrando assim o Blog de hoje. 

A Pequena Sereia é um conto de fadas bem conhecido, do  autor dinamarquês Hans Christian Andersen, sobre uma jovem sereia disposta a desistir de sua vida no mar e sua identidade como uma sereia para ganhar uma alma humana e o amor de um príncipe humano. O conto é muito mais antigo do que possamos pensar, ele foi publicado pela primeira vez em 1837 e foi adaptado para diversos meios de comunicação, incluindo teatro musical e filme de animação. 

Ariel é um personagem fictício e o personagem-título do vigésimo oitavo filme de animação da Walt Disney Pictures, "A Pequena Sereia" (1989).  Posteriormente, ela aparece na série de televisão, do filme, em uma sequela chamada A Pequena Sereia: O Retorno para o Mar (onde sua filha assume como o protagonista, enquanto Ariel é um personagem secundário).  Ela é a quarta na linha Disney Princesas e a única princesa para se tornar uma mãe.

Ariel tem uma aparência muito distinta, com seu longos cabelos ruivos, olhos azuis, cauda verde e um sutiã roxo em formato de concha. Nos filmes e séries de televisão, ela é a filha mais nova do rei Tritão e da rainha Athena de um reino subaquático de Tritão.  Ela é muitas vezes rebelde, e no primeiro filme almeja ser uma parte do mundo humano. Ela se casa com o príncipe Eric, que ela salvou de um naufrágio e que  juntos eles têm uma filha, chamada Melody. 

Ariel é uma sereia aventureira e teimosa. Sua curiosidade e amor pela aventura, às vezes a deixa em apuros. Geralmente, entretanto, Ariel supera qualquer obstáculo que enfrenta. Seu melhor amigo é um peixe chamado Linguado, e ela desenvolve uma relação próxima com um caranguejo chamado Sebastião. Ariel também é impulsiva, como quando aceita o acordo com Ursula. Em "A Pequena Sereia 2: O Retorno para o Mar", Ariel amadurece depois de se tornar mãe. Devido à ameaça de Morgana, ela torna-se superprotetora de Melody da mesma forma que ela foi tratada pelo Rei Tritão no primeiro filme.

O personagem é baseado no protagonista de "A Pequena Sereia", história de Hans Christian Andersen, mas foi desenvolvido em uma personalidade diferente para a adaptação de 1989 para o cinema. Ariel recebeu uma recepção mista dos críticos, algumas publicações como a Time criticá-la por ser muito dedicada ao seu homem, enquanto outras, como o Empire, louvam ela pelo seu caráter de sua personalidade rebelde, que nunca havia acontecido antes com as princesas.

Enfim, Ariel é uma das princesa mais queridas por todos nós...

Até a próxima,
                        Amo vocês,

                                           Marcel Peixoto.

domingo, 17 de agosto de 2014

POST 220/2014 - SÃO LOURENÇO - HOMENAGEM À MINHA MÃE


08 de agosto de 2014

Olá...  Uma sexta-feira muito especial para mim, pois hoje completam 2 anos da perda de minha mãe, um dia triste, mas ao mesmo tempo é um dia para lembrarmos dela como ela era, uma pessoa alegre, explosiva e que adorava viajar, principalmente para São Lourenço, especificamente para ver este lago.

E foi por gostar tanto deste lago, deste parque, deste ambiente bucólico, que minha mãe sempre expressou o desejo de quando de sua morte, ter seu corpo cremado e as suas cinzas trazidas para cá.  E foi exatamente isso que, eu e minha irmã, fizemos em agosto de 2012. Combinamos entre nós que dali para frente, retornaríamos aqui anualmente, próximo ao dia 08 de agosto, para render uma homenagem à ela e assim estamos fazendo, já pela segunda vez, este ano.

Desde criança vi fotos de minha mãe, nos anos 50 e 60 neste parque... Ela frequentava o mesmo com minha tia (sua irmã) e seu cunhado e passavam alguns dias por aqui anualmente, era tempo das estações das águas. Depois comecei a vir com ela, em excursões de ônibus, quando criança (como eu enjoava na serra...).

Depois de casado, foram várias viagens com ela para cá, as vezes com a família, em outras a trabalho, quando ela vinha como companhia de viagem, sempre acompanhada com alguma cunhada ou o meu irmão que ficavam na cidade, enquanto eu trabalhava nas cidades vizinhas. No retorno, eu passava por aqui  para pegá-los e irmos de volta ao Rio. 

Mas de todas as viagens, duas foram mais marcantes, a primeira em 1991, um mês após o nascimento de minha filha. Desta vez pegamos emprestada a casa de uma família amiga e ficamos um mês inteiro por aqui. Curtimos muito a cidade,  o parque das águas, o mercado municipal (onde abrimos até conta fiado, para pagar no fim da viagem, acreditam?), fomos ao cinema, enfim... viramos nativos.  

A segunda já foi em 2004, quando ficamos um final de semana prolongado (de quinta a domingo) com a minha irmã, minha esposa e filha e claro, minha mãe.  Foi a primeira vez que eu e minha irmã viajamos juntos com ela e curtimos muito o Hotel Granville, com sua piscina, seus chás e o belo café da manhã, além da ida a Caxambu, que também é uma cidade muito agradável.

Atualmente ficamos no Hotel Central Parque, onde da varanda de nosso quarto podemos avistar todo o lago. É como se estivéssemos pertinho dela.  E assim a cada vinda nossa à cidade, no mês de agosto, não nos entristecemos, porque certamente isso seria a última coisa que ela desejaria... Nestas viagens, brincamos, compramos doces diets, como ela fazia, tomamos uma cerveja, um vinhozinho e curtimos a boa gastronomia do lugar, além é claro de sempre pegarmos o pedalinho e irmos ao centro do lago, onde deixamos as suas cinzas, para orar por ela.

Foi esta forma que encontramos para estar junto a ela, no lugar que ela amava.  É o nosso jeito de expressarmos  carinho, gratidão e respeito e de dizer, sem palavras, o quanto a amamos e ainda vamos amar.   Saudades sim, mas tristeza não cabe em nossa relação, que até o final foi sempre de risos e brincadeiras.

Ano que vem estaremos de volta, se Deus quiser... (isso eu aprendi com você, mãe!).

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.

terça-feira, 13 de maio de 2014

POST 131/2014 - O DIA ERA DELA, MAS ELA JÁ NÃO ESTAVA AQUI...


Olá... Domingo Dia das Mães e hoje infelizmente não posso cumprir a missão do Blog, de ter uma foto feita no dia da postagem, porque hoje eu quero homenagear a minha mãe e ela  não mais está comigo, para ser fotografada. Assim tive que lançar mão de uma de suas últimas fotos,  de fevereiro de 2012.

Conheci minha mãe a quase 50 anos atrás e logo nasceu entre nós uma relação de grande carinho, até aí acho que fui igual a todos vocês que estão lendo o Blog, exceto pelos problemas que tivemos antes do meu nascimento, mas isso é uma história para outro dia.  Sou o caçula e com uma diferença muito grande para minha irmã (14 anos) e para meu falecido irmão (9 anos),  fruto de uma gravidez não programada, eu vim de teimoso.

Posso dividir a nossa relação em duas etapas de 24 anos, os  primeiros 24 anos morei com ela e ela cuidava de mim, nos outros 24 anos me casei, não morava mais com ela, mas quem cuidava dela era eu, visto que meu pai faleceu aos meus 23 anos e me confiou a sua guarda. 

Durante toda a nossa relação, tivemos uma grande amizade.  Em nossa primeira etapa, convivemos nós 3 (eu, ela e meu pai) com muita alegria. Conversávamos muito, jogávamos baralho e me lembro de algumas viagens de férias em Itacuruça, onde ficávamos em uma casa alugada por temporada.  As Festas de Fim de Ano eram um acontecimento, com a reunião de toda a família, onde comemorávamos mais que o Natal e o Reveillon, também o aniversário de casamento deles que foi no dia 31 de dezembro de 1949.

Já na segunda etapa, com a partida de meu pai e a chegada da minha filha, fizemos muitas viagens juntos, agora um quarteto, o casal e a avó com a netinha. Fomos à Salvador, várias vezes à São Lourenço, à Porto de Galinhas, Recife e Olinda,  Penedo, Teresópolis e outras tantas pequenas viagens, sem falar dos finais de semana na casa de minha irmã na Barra.  Foram momentos inesquecíveis, principalmente os bons, porque os ruins não tem mais importância. 

Dona Ariete era uma pessoa de temperamento difícil e não é porque ela passou para o lado de lá que vamos esquecer essas coisas.  Acho que na primeira etapa, eu lhe dei muito menos trabalho, do que ela me deu na segunda, mas não reclamo, fiz tudo com o maior amor possível e da melhor maneira dentro das minhas possibilidades.

Ficou muito marcado para mim nosso último Dia das Mães juntos, quando almoçamos cedo na minha casa com minha esposa, minha filha e minha sogra e depois partimos para a Barra, só nos dois, para "almoçarmos" novamente na casa de minha sobrinha, com a minha irmã.  Na volta, para distraí-la, resolvi criar um desafio de quem veria um fusca primeiro e por incrível que pareça, voltamos da Barra até Nova Iguaçu sem ver nenhum... Empatamos.

Mãe, o seu amor continua chegando até a mim e espero que o meu também lhe alcance. Obrigado por cuidar de mim na primeira fase e obrigado por me fazer aprender a cuidar de você na segunda. Não foi nada fácil para mim, mas consegui cumprir a minha missão. Perdoe a minha impaciência, a minha franqueza exacerbada, meus repentes... mas tenho certeza que o amor que dediquei à você foi muito maior que tudo isso.   Sempre te amarei.

Até um dia,
                  Amo vocês,
                                    Marcel Peixoto.





sábado, 26 de abril de 2014

POST 116/2014 - OH GÁS, OOH GÁS...


Olá...  Incrível como as coisas se repetem em nossas vidas... Hoje, um belo dia de sábado, aconteceu um fato que me reportou ao passado, em uma mesma manhã de sábado, na infância de minha filha.  Nada de mais, apenas um vendedor de gás passando pela rua oferecendo seu produto, mas esse fato foi muito relevante naquele sábado e vocês vão entender porquê.   Para simbolizar o momento, fotografei para o Blog, um vendedor de gás. 

Bem voltando àquele sábado, era folga da babá e a minha esposa precisou sair para resolver alguma coisa e acabei encarregado de ficar em casa cuidando da minha filhinha, que nesta data tinha pouco mais de três anos.  E aí você sabe como é, criança começa uma brincadeira, enjoa e vai para outra e assim sucessivamente... Eu já não sabia mais o que fazer... Daí lembrei que mais ou menos naquele horário o vendedor de gás passaria pela rua e tive uma ideia brilhante.

Vou abrir um parêntese para explicar que em minha cidade, principalmente na época e até hoje, ainda não existe o sistema de gás encanado em todas as casas e então usamos botijões de gás, principalmente para os fogões.  Assim, tradicionalmente os vendedores passam pelas ruas vendendo os referidos botijões, que são trocados pelos nossos vazios.

Voltando a minha ideia, resolvi inventar uma estória para a minha filha de forma a entretê-la e era mais ou menos assim:

Era uma vez uma cidade muito próspera no interior onde havia duas famílias muito ricas, o filha mais velho de uma das famílias se apaixonou perdidamente pela filha do meio (eram 3 irmãs) da outra família, que correspondia a todo esse amor, logo ficaram noivos e começaram os preparativos para a festa de casamento. Imaginem, as duas famílias mais ricas preparando uma festa?  

Meses depois chegou o grande dia e o casamento foi um sucesso, a maior festa que a cidade já viu... Vieram convidados de várias partes do país, para comerem o maior bolo já feito por aqueles bandas. As pessoas ainda lembravam da festa de casamento, quando foi anunciado que o casal ganhariam um bebê... Foi uma felicidade geral.

A barriga da mãe foi crescendo e ficando muito maior que o normal e quando do nascimento veio a explicação - eram gêmeos, aliás gêmeas, duas lindas meninas, loirinhas e com olhos azuis... Pareciam duas anjinhas.  Daí veio a primeira dificuldade entre o casal, escolher o nome das meninas.  O pai havia lido um livro e gostava de Olga, já a mãe, muito religiosa, gostava de Maria e Madalena, Assim, um dos avôs resolveu a questão e batizou as meninas como Olga Maria e a outra Olga Madalena.

E assim as meninas cresceram e passaram a ser conhecidas como as Olgas...  Quando já tinham seus 7 aninhos, em um dia lindo de sol, saíram de casa para brincar no belo balanço que ficava debaixo de enorme árvore, que doava um de seus grossos galhos para segurar os dois balanços, um do lado do outro.  A mãe precisou deixá-las por um minuto, para resolver um problema na casa e quando voltou não encontrou mais as meninas.  Elas sumiram...

Todos começaram a procurar, a cidade inteira mas elas nunca mais apareceram. Seu pai louco pela perda das filhas, tão preciosas, recrutou pessoas de todos os lugares do mundo para procurar as meninas, gastando toda a sua fortuna e até hoje esses homens andam pelas cidades em busca das meninas, gritando pelos nomes delas:  Olgas, OOOOlgas...

Neste exato momento o vendedor de gás passou pela rua gritando: Ooh gás, Ooh gás...  Minha filha deu um enorme pulo e correu para a janela gritando: "Pai, são os homens procurando as meninas.... São eles...
São eles...".  Seus olhinhos brilhavam e eu como pai me senti o "pai perfeito"... e comentei,  pois é filha parece que ainda não encontram as meninas.

Deste dia em diante, todas as vezes que ouça os vendedores de gás me lembro dessa estória e sei que vocês também lembrarão.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.