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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

POST 216/2014 - ACIDENTES DE CAMINHÕES NA DUTRA

04 de agosto de 2014

Olá... Iniciando a semana, primeira segunda-feira do mês de agosto, um mês com expectativa de mudanças profissionais em minha vida e com muito trabalho pela frente. Me preparava para ir ao Centro do Rio de Janeiro para uma reunião, quando o rádio me chama... Era a transportadora que trabalha para nós, informando que nossa carga de telhas havia sido avariado em um acidente no pedágio da Dutra em Seropédica...

Em quase 15 anos, essa é apenas a segunda vez que perdemos uma carga em função de um acidente.  O primeiro foi muito pior, pois houve a perda irreparável da vida do condutor do veículo que transportava nossa carga, neste caso o problema, para a nossa transportadora, foi somente material, nosso motorista nada sofreu, salvo o susto.

Segundo seu relato, uma cegonha (veículo que transporta carros) que vinha a sua frente reduziu subitamente ao se aproximar do pedágio, chegando mesmo a parar antes do mesmo.  Ele que vinha logo atrás, parou a uma distância segura e ligou o pisca-alerta, momento depois somente sentiu o impacto na traseira do caminhão.  Parece que o outro motorista não percebeu a parada dos caminhões a frente e quando viu, já estava em cima, simplesmente jogou para a direita, mas não consegui evitar a colisão.

A foto acima é justamente do caminhão que bateu no nosso. Como podem ver a batida foi exatamente no lugar do motorista, que se machucou gravemente, com risco inclusive de perder uma das pernas.  Perdemos toda a carga, pois as telhas se quebraram no impacto, mas felizmente foi somente isso.  Lamentamos profundamente o ocorrido e rogamos a Deus pela pronta recuperação do outro motorista.

Os acidentes envolvendo caminhões são freqüentes e cada vez mais trágicos. As conseqüências dos acidentes de trânsito atingem proporções cada vez maiores e das mais diversas naturezas. O Brasil é um dos recordistas mundiais de acidentes de trânsito, constituindo um alto custo social, além de serem experiências dolorosas e que representam um drama familiar e pessoal para os que neles se envolvem. 

O desenvolvimento do País passa pela matriz rodoviária. A configuração sócio-econômica brasileira vinculada ao transporte rodoviário acaba elevando o fluxo de caminhões nas rodovias e conseqüentemente, aumenta o número de acidentes de trânsito envolvendo caminhões e veículos de carga. 

Conforme levantamento feito pela CNT - Confederação Nacional do Transporte, o Brasil tem cerca de 1,5 milhões de caminhoneiros, trabalhando em média 15 horas diárias. Destes, 57% trabalham sete dias por semana. Aproximadamente 66% dos caminhoneiros rodam mais de 5.000 Km por mês e 34,1% dirigem mensalmente em torno de 10.000 Km. O excesso de jornada de trabalho e as longas distâncias percorridas pelos caminhoneiros são dois dos fatores que contribuem para a incidência de acidentes envolvendo caminhões nas rodovias brasileiras.

Para reduzir este problemas, hoje já existem leis que coíbem estes excessos, mas ainda há muito a ser feito, para que tragédias como essa, que ocorrem diariamente, deixem de acontecer. Precisamos nos conscientizar e fazer a nossa parte. Nem sempre podemos falar de coisas agradáveis e bonitas, a realidade está aí e não podemos simplesmente fingir que os problemas não existem. 

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

POST 029/2014 - PASSARELA - THE DAY AFTER


Olá... Ontem retornei por um caminho alternativo, evitando a todo custo a Linha Amarela, até porque a mesma encontrava-se interditada pelo funesto acidente ocorrido, envolvendo um caminhão basculante e a passarela da saída 5. Mas hoje, dia seguinte ao acidente, ao passar pelo local, não pude deixar de fotografar o vão aberto, sem a passarela central e com as esperas em ambos os lados, como podem ver na foto acima.

Há 18 anos atrás, participei ativamente da obra para a construção da Linha Amarela, via que une hoje a Zona Norte à Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A Linha Amarela faz parte do projeto das linhas policromáticas elaborado pela equipe do urbanista grego Constantinos Apóstolos Doxiádis a pedido do governador do extinto Estado da Guanabara, Carlos Lacerda. A via expressa, inaugurada em 1997, também faz parte deste plano que consiste na construção de vias de trânsito rápido no município do Rio.

Apesar de ter sido idealizada na década de 60, a Linha Amarela só começou a sair do papel em dezembro de 1994, após muita resistência de proprietários e inquilinos de imóveis que tiveram que ser desapropriados e demolidos. As obras para a construção da via duraram quase 3 anos. 

Desde de sua construção até ontem, não me lembro de outro acidente tão grave como esse. Um caminhão em alta velocidade, com a caçamba levantada ir de encontro a passarela e arrancá-la de sua posição com enorme violência, deixando 5 mortos e mais 4 feridos. 

Há várias controvérsias ainda em volta do acidente, o motorista falava ao telefone, o horário era proibido ao tráfego de caminhões na Linha Amarela, mas o mais bizarro que ouvi foi que o motorista do caminhão resolveu, por conta própria, içar um pouco a caçamba de forma e esconder a sua placa e assim não poder ser multado por estar trafegando em horário proibido. Isso justificaria o fato de vários motorista, inclusive de um ônibus, ter avisado ao motorista do caminhão que a caçamba estava levantada e ele simplesmente não deu atenção à ninguém. 

Se isso for comprovado, não tenho dúvida que o motorista do caminhão deve ser julgado por homicídio doloso, onde há intenção de matar. Por conta de uma multa, 5 pessoas perderam a vida, nada pode justificar isso. Lamento muito pelas vidas perdidas e me solidarizo com os familiares daqueles que se foram.

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto