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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

POST 283/14 - PONTE ESTAIADA DA BARRA

10 de outubro de 2014

Olá... Nesta sexta-feira, depois de trabalhar na Barra da Tijuca, visitando alguns clientes, ao passar pela nova ponte estaiada da avenida Ayrton Senna, resolvi fazer a foto para o Blog, de detalhes da referida ponte. Dirigindo e ao mesmo tempo clicando a Cyber-Shot da Sony, consegui  capturar um detalhe dos cabos de aço que sustentam a ponte e a estrutura que os suporta.  Para brindar a foto,  um belo céu, do anoitecer, ao fundo.   

A Ponte Estaiada da Barra, foi inaugurada pela Prefeitura do Rio em 24 de dezembro do ano passado e batizada por Ponte Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales. Com aproximadamente 900 metros de extensão e erguida sobre a ligação das lagoas de Jacarepaguá e da Tijuca, em trecho da Avenida Ayrton Senna próximo à Avenida Abelardo Bueno, a ponte representa importante estrutura do traçado do BRT  Transcarioca, e foi projetado junto ao plano de mobilidade da cidade do Rio, desenvolvido em decorrência do evento Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016.

A ponte estaiada teve custo aproximado de 120 milhões, dentro do orçamento do corredor expresso Transcarioca, que totaliza R$ 1,7 bilhão, sendo cerca de R$ 1,1 bilhão recurso do Governo Federal. É  uma das obras de arte da Transcarioca, possuindo  mastros medem 48 metros de altura, além de possuir 56 cabos que sustentam o vão central.  Ela nada mais é do que uma via que permite que se tenha um vão maior, com menos pilares. Isso significa maior fluidez e melhora na dinâmica das águas que passam sob a ponte, causando menos impacto sob o ponto de vista ambiental. Trata-se de uma das maiores pontes do Brasil.

Ela foi construída em pouco mais de dois anos e conta com com quatro faixas de trânsito, sendo duas para o trânsito normal e duas exclusivas para o BRT Transcarioca, todas no sentido Linha Amarela para Avenida das Américas. Com isso, elimina-se o cruzamento entre as avenidas Ayrton Senna e Abelardo Bueno, eliminando também a necessidade de um sinal no local. Além disso, o trecho possui sinalização vertical e horizontal. Para orientação dos motoristas, foram instalados três painéis de mensagens variáveis e contam ainda com 15 operadores da CET-Rio. 

Debaixo dela, nasce também  uma alça de aproximadamente 700 metros, que vai permitir que os motoristas que trafegam no sentido Linha Amarela-Barra cheguem aos fundos do Shopping Via Parque e no condomínio Península sem necessidade de retornarem em frente ao Hospital Barra D´Or. A obra se propôs a resolver um dos grandes gargalos do trânsito na região e certamente melhorou. Além da nova alça, foram construídas três passarelas metálicas para pedestres ao longo da Ayrton Senna, que vai permitir que a via fique sem sinais, facilitando a operação da Transcarioca e melhorando o fluxo de trânsito..

O sistema reduziu em mais de 60% o tempo gasto no trajeto entre a Barra e a Ilha do Governador, permitindo também a integração aos outros modais (trem, metrô e ciclovias) ao longo da via. Estima-se que 320 mil pessoas passem a usar o BRT Transcarioca diariamente.  No trecho há também uma segunda ponte estaiada, esta sobre a Baía de Guanabara (ligando o Fundão à Ilha do Governador), esta exclusiva para o BRT e paralela à ponte de acesso da Ilha do Governador, mas esse assunto é para outro Blog.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                            Marcel Peixoto.

domingo, 25 de maio de 2014

POST 143/14 - AO LONGE, TELEFÉRICO DO ALEMÃO


Olá... Retornando da Barra e por ser sexta-feira, o trânsito não estava nada bom na Linha Amarela. Aproveitando o engarrafamento. comecei a olhar ao redor, buscando alguma imagem que pudesse trazer ao Blog, quando vi várias garças na beira do rio que divide as pistas.  Procurei minha câmera e para meu desespero, descobri que ela não estava no carro, solução:  fazer a foto com o celular.

Assim, trouxe a imagem acima para o Blog de hoje, entretanto de antemão, peço desculpas pela qualidade da mesma, pois ela deixa um pouco a desejar. Acreditem em mim, os pontinhos brancos na parte debaixo da foto, sobre o verde, são as tais garças, que citei acima.

O bom é que de brinde, no alto da foto podemos identificar o teleférico do morro do alemão.  Há muito tenho vontade de visitar a comunidade "pacificada", talvez se eu fosse turista,  tivesse mais coragem de fazê-lo, entretanto por ser carioca e por vivenciar os problemas que ocorrem na cidade, acabo por desistir da ideia.  Acho que há um material muito interessante para se fotografar, mas como posso usar um equipamento fotográfico, que chama muito a atenção, numa situação de insegurança que vivemos?

O referido teleférico foi inaugurado no dia 7 de julho de 2011 e é administrado pela SuperVia, ele é o primeiro e único transporte de massa por cabo do Brasil.  Integrado ao sistema de transporte ferroviário, ele possui seis estações ao longo do Complexo do Alemão: Bonsucesso/Tim, Adeus, Baiana, Alemão/Kibon, Itararé e Palmeiras. 

Com 152 gôndolas, tem capacidade para transportar 8 passageiros em cada uma em seus 3,5 quilômetros de extensão. Da primeira estação (Bonsucesso/Tim) à última (Palmeiras), a viagem dura cerca de 16 minutos. O Teleférico funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h, e nos sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h. 

Os moradores do Alemão, devidamente cadastrado na RioCard, têm direito a duas passagens gratuitas diárias (uma de ida e outra de volta). A tarifa unitária custa R$ 1 real para não moradores que utilizam os cartões VT, Expresso, Bilhete Único e Bilhete Único Carioca e R$ 5 reais quando paga na bilheteria (tarifa de turista).
Quem sabe um dia eu faça um ensaio diretamente do Alemão?  Por enquanto, fica só na vontade...

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

POST 029/2014 - PASSARELA - THE DAY AFTER


Olá... Ontem retornei por um caminho alternativo, evitando a todo custo a Linha Amarela, até porque a mesma encontrava-se interditada pelo funesto acidente ocorrido, envolvendo um caminhão basculante e a passarela da saída 5. Mas hoje, dia seguinte ao acidente, ao passar pelo local, não pude deixar de fotografar o vão aberto, sem a passarela central e com as esperas em ambos os lados, como podem ver na foto acima.

Há 18 anos atrás, participei ativamente da obra para a construção da Linha Amarela, via que une hoje a Zona Norte à Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A Linha Amarela faz parte do projeto das linhas policromáticas elaborado pela equipe do urbanista grego Constantinos Apóstolos Doxiádis a pedido do governador do extinto Estado da Guanabara, Carlos Lacerda. A via expressa, inaugurada em 1997, também faz parte deste plano que consiste na construção de vias de trânsito rápido no município do Rio.

Apesar de ter sido idealizada na década de 60, a Linha Amarela só começou a sair do papel em dezembro de 1994, após muita resistência de proprietários e inquilinos de imóveis que tiveram que ser desapropriados e demolidos. As obras para a construção da via duraram quase 3 anos. 

Desde de sua construção até ontem, não me lembro de outro acidente tão grave como esse. Um caminhão em alta velocidade, com a caçamba levantada ir de encontro a passarela e arrancá-la de sua posição com enorme violência, deixando 5 mortos e mais 4 feridos. 

Há várias controvérsias ainda em volta do acidente, o motorista falava ao telefone, o horário era proibido ao tráfego de caminhões na Linha Amarela, mas o mais bizarro que ouvi foi que o motorista do caminhão resolveu, por conta própria, içar um pouco a caçamba de forma e esconder a sua placa e assim não poder ser multado por estar trafegando em horário proibido. Isso justificaria o fato de vários motorista, inclusive de um ônibus, ter avisado ao motorista do caminhão que a caçamba estava levantada e ele simplesmente não deu atenção à ninguém. 

Se isso for comprovado, não tenho dúvida que o motorista do caminhão deve ser julgado por homicídio doloso, onde há intenção de matar. Por conta de uma multa, 5 pessoas perderam a vida, nada pode justificar isso. Lamento muito pelas vidas perdidas e me solidarizo com os familiares daqueles que se foram.

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto