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quinta-feira, 20 de março de 2014

POST 078/2014 - FAMÍLIA DE PEIXES, PEIXOTOS SÃO


Olá... O quadro acima,  retratado hoje para ilustrar o nosso Blog, está em minha sala de jantar e é muito significativo para mim, principalmente por representar uma família de peixes.

Quando adquiri o mesmo, pensei no meu bisavó que trouxe de Portugal o nome da família Peixoto para o Brasil.  Simbolicamente eu leio o quadro da esquerda para a direita, da seguinte forma:  o primeiro peixe, que puxa o cardume, seria o meu Bisavó Peixoto, que imigrou para o Brasil trazendo a família.  

Já no Brasil o seu filho e meu avó Manoel Peixoto,  conheceu minha avó Venina e se casaram, formando o primeiro casal Peixoto do quadro, o segundo casal seria o meu pai Edyr Peixoto que se casou com minha mãe Ariete, formando o segundo casal Peixoto do quadro.   Finalmente eu Marcel Peixoto me casei com a Claudia, formando o terceiro casal do quadro e gerando a nossa filha Ana Peixoto que fecha o cardume (por enquanto, espero...).

Ao pesquisar sobre a origem do nome Peixoto em Portugal cheguei a uma estória muito interessante.  Conta a estória que na época da invasão dos Mouros a Europa, havia um reino bem próximo ao mar, protegido por uma fortaleza enorme e quase que intransponível. Como os Mouros não conseguiam entrar na fortaleza o chefe ordenou que cercassem a mesma, impedindo que qualquer alimento entrasse, esperando assim a rendição do Rei.

E assim foi feito... As reservas de comidas estavam já muito escassas,  mas o Rei resistia sem querer entregar o seu reino. Até que um dia, uma ave pescadora com um peixe, que acabara de pescar, em suas garras,  sobrevoava a fortaleza quando deixou o peixe escapar, deixando-o cair no meio da fortaleza.  O Rei ao ver o peixe fresco, teve uma ideia...  Mandou que o referido peixe fosse preparado com as iguarias que ainda restavam em sua dispensa e mandou um convite para o chefe dos Mouros para um jantar dentro do reino.

O chefe Mouro ficou curioso com o convite, visto que com o bloqueio imposto já não deveria ter mais alimento no reino e aceitou o convite,  Ao entrar no reino,  o chefe Mouro foi recebido com todas as pompas de um chefe de Estado e lhe foi servido o pequeno peixe fresco... A surpresa do chefe foi imediata, como eles poderiam ter um pequeno peixe fresco e com muita admiração ao Rei fez um acordo,  liberando a fortaleza do bloqueio e decretando o reino de Peixoto (o sufixo oto equivale a tamanho pequeno - logo, peixe pequeno) como um reino amigo e livre.

Deste dia em diante todas os nascido no reino adotaram o sobrenome de Peixoto, sendo esta a origem de nosso nome.  Com o tempo o sobrenome se espalhou para todo Portugal e de lá para o Brasil.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

POST 045/2014 - MEU PAI, EU E OS DÓLARES


Olá... Estou em viagem, daí um pequeno descompasso na publicação do Blog, peço que me perdoem. 

Entretanto a foto acima foi tirada em 14/02/2014 e como podem ver trata-se de uma nota de 5 dólares americanos. Até ai nada de mais, mas essa nota tem algo especial... Ela está comigo desde 2012, quando em uma viagem de navio, fui até o casino para jogar.  Inspirado em meu falecido pai, que no ano de 1950 ganhou uma pequena fortuna no Casino da Urca, troquei 20 dólares em fichas e fui para a roleta. 

Resumindo rapidamente a  história de meu pai, era dia do nascimento de minha irmã (sua primeira filha) e ele nervoso, resolveu ir para o casino... Jogou e perdeu tudo, na saída encontrou o meu avó (pai dele) que também estava de saída e lhe deu a sua última ficha. Cinematograficamente, ele jogou a ficha para meu pai impulsionando a mesma com o polegar, era  uma ficha de 1 conto de réis e de cor roxa, a mesma percorreu o espaço entre eles girando graciosamente no ar, até  chegar nas mãos de meu pai, ele pegou a ficha no ar e retornou a roleta.

Como ele já queria ir embora, não trocou a ficha, apesar da mesma ter um valor alto (não tenho como dizer quanto valeria hoje em reais).  Apostou a mesma no número 36, a roleta girou e a bolinha caiu no 36, a essa altura ela tinha 36 contos e mandou deixar o que ganhou apostado ainda no 36.  A roleta foi girada pela segunda vez e deu 36 de novo (seu saldo passou para 1.296 contos) e ele com muita tranquilidade mandou deixar tudo no 36 e ganhou pela terceira vez consecutiva (saldo 46.656 contos).  

Neste momento segundo ele, pensou: " Cheguei aqui joguei e já tinha perdido tudo, estava indo embora duro.  Ganhei uma ficha de um conto e multipliquei a mesma, se eu perder tudo agora, não muda nada, vou embora duro".  E assim, apostou pela quarta vez tudo no 36 e a roleta caprichosamente rodou e a bolinha caiu mais um vez na casa 36... Saiu de lá com 3 sacos de dinheiro no valor de aproximadamente 1 milhão seiscentos e oitenta mil contos de réis.

Voltando a 2012, com meus 20 dólares...  eu já havia perdido 17, me restavam apenas 3 dólares. Lembrei da história acima e de meu pai e resolvi fazer uma coisa drástica, apostei tudo no 36.  Rezei... A roleta rodando e um filme passando na minha mente, quando a roleta parou eu não acreditei, bolinha no 36.  Vocês não vão acreditar, mas a minha felicidade foi, certamente, maior da que o meu pai sentiu quando ganhou a bolada.

Não sei explicar, mas naquele momento senti ele do meu lado, me vi repetindo um pedacinho de sua história, isso para mim tem infinitamente mais valor que os 108 dólares que ganhei.  É claro que não apostei mais, saí dali tão feliz, que o jogo perdeu importância, depois de quase 25 anos de ausência, naquele momento eu tenho certeza que estávamos juntos novamente.

Quanto a nota, ela veio nestes U$ 108,00 que recebi e como eu aprecio figura de Lincoln, separei a de cinco dólares para ficar guardada em minha carteira como um símbolo deste dia de sorte e dessa reconexão com meu querido pai. Pena que fisicamente a nota se desgastou em minha carteira e hoje nem tem mais valor, mas o que importa para mim é a simbologia que ela possui.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcos Marcel                                                                

domingo, 19 de janeiro de 2014

POST 019/2014 - BACALHAU SUPERIOR


Olá...  Hoje eu apelei, almoço de domingo e apresento à vocês um belo prato de bacalhau feito pela minha esposa e batizado pela filha como Bacalhau Superior.  O superior é porque ela simplesmente gosta mais deste do que o prato convencional com as postas de bacalhau, neste caso o bacalhau é em filé...

O prato acima teve como acompanhamento um arroz de brócolis com alho e um vinho branco português com duas castas de uvas que eu nunca tinha ouvido falar: roupeiro e rabo-de-ovelha, que bem gelado desceu  muito bem.

O  “bacalhau legítimo”: o peixe Gadus Morhua, considerado o melhor de todos, é conhecido como cod ou bacalhau do Porto – uma referência à cidade portuguesa, apesar de não haver bacalhau em águas lusitanas. É que o Porto é um importante centro de comércio do peixe seco e salgado que chega do Atlântico Norte, em especial da Noruega. 

Portugal se tornou o maior mercado consumidor de bacalhau do mundo por causa das expedições  que se aventuravam pelos oceanos nos séculos 15 e 16. Aquele peixe duro e seco podia cheirar mal, mas demorava alguns meses para estragar. Por isso, era o alimento ideal para ser estocado nos porões das naus de Cabral e companhia. O bacalhau caiu no gosto da população portuguesa e, por tabela, da brasileira – o Brasil consome 30% do bacalhau produzido na Noruega. 

E eu como neto de português, recebi esta herança do meu avó: o gosto pelo bacalhau. Além desta, mais duas  heranças recebi do meu avó, o gosto pelo vinho e pelas mulatas...    Mais isso é para outro post.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                           Marcel Peixoto.