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domingo, 28 de junho de 2015

ENSAIO FOTOGRÁFICO 028/15 - QUITANDINHA - O PALÁCIO DO BRASIL



Dando continuidade a minha estratégia de trazer ao Blog, ensaios antigos, apresento hoje um ensaio fotográfico que foi realizado em agosto de 2012, na cidade de Petrópolis – RJ, quando eu ainda engatinhava em meu curso de fotografia. O referido ensaio foi parte de uma aula externa, onde eu os outros alunos, tivemos a oportunidade de testar a luz natural.


Nem precisa dizer que não foi muito fácil, mas o resultado não foi dos piores... Até porque o lugar escolhido é muito bonito, o que facilita qualquer registro. As fotos foram feitas ainda com uma Nikon D5100.

O objetivo do ensaio era registrar o Palácio ou Hotel Quitandinha, que é um dos poucos palácios brasileiros e que está localizado em Petrópolis na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ele foi construído a partir de 1941, pelo empreendedor mineiro Joaquim Rolla, com a pretensão de ser o maior cassino hotel da América do Sul.

Sua inauguração se deu a 12 de fevereiro de 1944, com a presença de 2000 mil convidados, que vieram conhecer o “Monumental Hotel-Cassino de Petrópolis”. Sua área é de 50 mil metros quadrados e o prédio principal tem 6 andares, divididos em 440 apartamentos e 13 grandes salões com até 10 metros de altura. A cúpula do Salão Mauá é a segunda maior do mundo, medindo 30 metros de altura e 50 metros de diâmetro.

Na frente do palácio existe um lago, onde utilizou-se uma grande quantidade de areia da praia de Copacabana em sua construção, o mesmo possui o formato do mapa do Brasil. Foi construído como único suporte viável no caso de um inesperado incêndio.

Com a proibição do jogo no Brasil, o Hotel foi se reestruturando até virar um condomínio privado, contudo sua beleza e seu charme estão intactos, mesmo com seus 70 anos.

Curtam as fotos...


Para melhor visualizar o ensaio, clique na primeira foto...



FOTOGRAFIA: MARCEL PEIXOTO













domingo, 16 de fevereiro de 2014

POST 045/2014 - MEU PAI, EU E OS DÓLARES


Olá... Estou em viagem, daí um pequeno descompasso na publicação do Blog, peço que me perdoem. 

Entretanto a foto acima foi tirada em 14/02/2014 e como podem ver trata-se de uma nota de 5 dólares americanos. Até ai nada de mais, mas essa nota tem algo especial... Ela está comigo desde 2012, quando em uma viagem de navio, fui até o casino para jogar.  Inspirado em meu falecido pai, que no ano de 1950 ganhou uma pequena fortuna no Casino da Urca, troquei 20 dólares em fichas e fui para a roleta. 

Resumindo rapidamente a  história de meu pai, era dia do nascimento de minha irmã (sua primeira filha) e ele nervoso, resolveu ir para o casino... Jogou e perdeu tudo, na saída encontrou o meu avó (pai dele) que também estava de saída e lhe deu a sua última ficha. Cinematograficamente, ele jogou a ficha para meu pai impulsionando a mesma com o polegar, era  uma ficha de 1 conto de réis e de cor roxa, a mesma percorreu o espaço entre eles girando graciosamente no ar, até  chegar nas mãos de meu pai, ele pegou a ficha no ar e retornou a roleta.

Como ele já queria ir embora, não trocou a ficha, apesar da mesma ter um valor alto (não tenho como dizer quanto valeria hoje em reais).  Apostou a mesma no número 36, a roleta girou e a bolinha caiu no 36, a essa altura ela tinha 36 contos e mandou deixar o que ganhou apostado ainda no 36.  A roleta foi girada pela segunda vez e deu 36 de novo (seu saldo passou para 1.296 contos) e ele com muita tranquilidade mandou deixar tudo no 36 e ganhou pela terceira vez consecutiva (saldo 46.656 contos).  

Neste momento segundo ele, pensou: " Cheguei aqui joguei e já tinha perdido tudo, estava indo embora duro.  Ganhei uma ficha de um conto e multipliquei a mesma, se eu perder tudo agora, não muda nada, vou embora duro".  E assim, apostou pela quarta vez tudo no 36 e a roleta caprichosamente rodou e a bolinha caiu mais um vez na casa 36... Saiu de lá com 3 sacos de dinheiro no valor de aproximadamente 1 milhão seiscentos e oitenta mil contos de réis.

Voltando a 2012, com meus 20 dólares...  eu já havia perdido 17, me restavam apenas 3 dólares. Lembrei da história acima e de meu pai e resolvi fazer uma coisa drástica, apostei tudo no 36.  Rezei... A roleta rodando e um filme passando na minha mente, quando a roleta parou eu não acreditei, bolinha no 36.  Vocês não vão acreditar, mas a minha felicidade foi, certamente, maior da que o meu pai sentiu quando ganhou a bolada.

Não sei explicar, mas naquele momento senti ele do meu lado, me vi repetindo um pedacinho de sua história, isso para mim tem infinitamente mais valor que os 108 dólares que ganhei.  É claro que não apostei mais, saí dali tão feliz, que o jogo perdeu importância, depois de quase 25 anos de ausência, naquele momento eu tenho certeza que estávamos juntos novamente.

Quanto a nota, ela veio nestes U$ 108,00 que recebi e como eu aprecio figura de Lincoln, separei a de cinco dólares para ficar guardada em minha carteira como um símbolo deste dia de sorte e dessa reconexão com meu querido pai. Pena que fisicamente a nota se desgastou em minha carteira e hoje nem tem mais valor, mas o que importa para mim é a simbologia que ela possui.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcos Marcel