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segunda-feira, 28 de abril de 2014

POST 118/2014 - UMA BANANA PARA O RACISMO


Olá... Desde ontem não se fala em outra coisa a não ser o lamentável episódio ocorrido na Espanha, envolvendo o jogador Daniel Alves, durante o jogo do Villarreal e Barcelona, time do brasileiro.  Ao se preparar para bater um escanteio, o possível titular da lateral direita da seleção brasileira e do Barcelona, foi alvejado por uma banana atirada pela torcida adversária, em uma demonstração irrefutável de racismo.

Manifestações repugnantes como essa tem sido a tônica em vários jogos de futebol, não só na Europa, mas em todo o mundo.   Mas, pessoas que se comportam desta forma dentro de um estádio, onde se vai para se divertir, torcer, extravasar, como deverão ser em seu  dia-a-dia?

Nos dias atuais não cabe mais esse comportamento, em nossa sociedade.  São pessoas que deveriam ser internadas para tratamento psicológico...  

Essa questão com os macacos vem de muito longe, para entendermos temos que nos fazer valer da história e voltarmos a teoria da evolução, onde alguns "estudiosos" afirmaram que os homens seriam os diretos descendentes dos macacos e por consequência, os africanos se tornaram o elo entre os macacos e os europeus. Teorias como essa, fundamentaram o racismo científico, alimentado por uma pseudo ciência.   

Ao fazer parecer que os não-europeus seriam mais macacos do que humanos, justificava-se  a escravidão nas Américas e o colonialismo no resto do mundo. Essa foi a forma que os europeus usaram para se diferenciar biológica e culturalmente, mantendo a sua "superioridade" sobre os outros povos.  

Comparar negros e descendentes a macacos é repetir uma parte perversa de nossa história, uma história escravocrata que tanto fez mal a humanidade.

Não podemos admitir que nossas crianças sejam contaminada por esse vírus do mal... Somos todos humanos e iguais perante a sociedade e a Deus, para aqueles que acreditam numa força maior.  Não podemos nos calar diante de tal infâmia, que nossa voz seja ouvida e que prevaleça sempre o amor incondicional entre todos os povos.  

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto. 




quarta-feira, 12 de março de 2014

POST 070/2014 - A BELEZA NEGRA


Olá... Viajando a trabalho - Destino São Paulo - Objetivo: Expo Revestir 2014, considerada a Fashion Week da Arquitetura e Construção brasileira.  O evento ocorre no Transamérica - Expo Center.

A nossa jornada começou bem cedo, pois como a  situação de trânsito está crítica no Rio, saímos de casa às 5:15 da matina, mesmo assim só conseguimos chegar no aeroporto Santos Dumont após às 7 horas da manhã. Como saímos cedo, chegamos sem problemas para o voo.  Só para que tenham uma referência, há 10 anos atrás quando eu saía neste horário, sempre chegava com folga, antes da 6 horas da manhã. Efeito dos novos tempos.

Daí para frente tudo correu bem e chegamos a feira com tranquilidade.  Nossas primeiras impressões foram as melhores possíveis, as empresas realmente capricharam, os stands estavam muito bonitos. 

E neste instante que o futebol passa por um momento tão triste em relação a algumas manifestações de racismos, encontrei negras belíssimas na feira e como não pude fotografar as meninas, resolvi fazer a foto acima para o Blog em homenagem a essas  mulheres.  Confesso que me apaixonei pelas esculturas...

A origem destas mulheres de pescoços longos é a tribo de Padaung, em Burma, elas têm o costume de usar argolas no pescoço e são conhecidas como “mulheres girafas”. O pescoço delas é alongado utilizando anéis metálicos, que podem alcançar até 30 centímetros, e vão sendo substituídos até atingirem a fase adulta.

Para o povo Padaung o pescoço é o centro da alma, é a identidade da tribo, por isso protegem muito bem com os anéis feitos de latão e cobre, que também são colocados nos pulsos e tornozelos. Eles chegam a pesar até 12 quilos com 8.5 milímetros de diâmetro. As mulheres retiram os anéis para tomar banho, mas, segundo elas, depois de dez anos contínuos usando essas argolas elas passam a sentir como se fossem parte do seu corpo.

É a cultura deles e temos que respeitar. Aproveito o Blog também para repudiar todo e qualquer tipo de racismo.

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                      Marcel Peixoto.