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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

POST 249/2014 - PEDRAS DO ARPOADOR

06 de setembro de 2014

Olá...  Neste sábado prometi a minha filha, finalmente comprar o seu presente de aniversário. Então, fui rumo a Galeria River em Copacabana, local especializado em venda de produtos para esportes radicais... Na verdade fomos atrás de algo nem tão radical assim, um patins...

Como estacionar na zona sul é um parto, pesquisamos antes e descobrimos que no Hotel Mercure, bem próximo a galeria, tem um estacionamento.  Assim, após o café da manhã, partimos para Copa... Chegamos em 45 minutos e fomos felizes para o estacionamento escolhido,  contudo, para nossa surpresa, estava lotado... Aí começou o nosso martírio... Rodamos entre Copacabana e Ipanema por outros 45 minutos até finalmente encontrar outro estacionamento para parar o carro.

Passado o sufoco, fomos as compras... Depois de fazer uma "criança" feliz, fomos dar uma olhadinha no Forte Copacabana e de lá fiz a foto das pedras do arpoador para o Blog de hoje.

A Pedra e Praia do Arpoador é um pequeno e movimentado trecho de areia que situa-se entre uma pequena península de rocha onde fica o Forte de Copacabana e a parte inicial da Praia de Ipanema.

O local é famoso por causa da da bela vista do oceano e algumas ilhas, e também pela vista da praia de Ipanema e praia do Leblon, tendo como fundo deste cenário, atrás do Leblon, o Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea.   No passado era comum a caça de baleias com arpões pelos índios e portugueses nas proximidades da costa. Daí o local ficou conhecido como a Pedra do Arpoador que acabou emprestando o nome á praia.

A praia, com aproximadamente 500 metros, é muito badalada entre os surfistas pois, além de contar com boas ondas para a prática do esporte, conta com iluminação especial durante à noite. O local oferece ainda aparelhos de musculação, pista de skate e quiosques, além do parque garota de Ipanema, onde artistas brasileiros e internacionais fazem apresentações populares.

O material que compõe a pedra da Arpoador chama-se Gnaisse facoidal  e é muito comum em toda a cidade, não só na natureza, como também em várias fachadas e monumentos.  O fato de caminhar sobre a grande rocha, com alguns trechos íngremes e acidentados, cercada de mar, por si só, já é um espetáculo.

Queria ter curtido mais, mas tínhamos compromisso e logo retornamos para casa, mas na certeza que voltaremos em breve.


Até a próxima,
                        Amo vocês, 
                                           Marcel Peixoto.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

POST 167/2014 - UM RECANTO AS MARGENS DA RIO-SANTOS: SAHY


Olá... Iniciando uma semana curta, em função dos feriados da Copa e de Corpus Christi, em uma segunda-feira ensolarada, trabalhei no escritório na parte da manhã e a tarde parti para a Costa Verde para entregar uma amostra de produto a um cliente. Ao retornar, parei o carro na estrada para contemplar a bela vista da praia do Sahy e resolvi fazer a foto desta para o Blog de hoje.

A praia do Sahy é  um dos pequenos refúgios de Mangaratiba. Praia pequena e pouco conhecida por turistas, sendo mais frequentada por moradores próximos. Com uma espaçosa faixa de areia, possui águas tranquilas e é cercada por mata nativa bastante preservada. Com algumas casas próximas, não possui comércio e infraestrutura, sendo indicado para o visitante que optar por essa praia,  leve alimentos e bebidas para que possa desfrutar de um dia tranquilo.

Durante o verão costuma ter bastante movimento.  O mar é indicado para a prática de alguns esportes náuticos, como a vela. É uma praia tranquila, distante da agitação de praias mais centrais. É uma boa opção para os que buscam descanso, podendo tomar um banho em águas tranquilas ou fazer uma caminhada.

O nome Sahy foi originado de um pássaro chamado saí azul, que se tornou o símbolo da Reserva ecológica do Sahy, onde este e outros pássaros, têm o direito de viver em liberdade.  Pena que a reserva só tenha sido criada depois da invasão imobiliária que aconteceu na região, destruindo boa parte da Mata Atlântica.

Me recordo com saudades de meu tempo de adolescente, onde por algumas vezes visitei essa praia, chegando até acampar com um amigo e  para passar dias na mesma.  O acesso é praia não era tão fácil, pois você tinha que passar por dentro da mata e fora a trilha existente, não havia caminhos. Assim a praia se tornava ainda mais especial.  Evidentemente,  a trinta anos atrás não havia a violência que vivenciamos hoje e ficávamos ali com muita tranquilidade.

Hoje este acesso tornou-se um condomínio fechado, de casas de alto padrão, onde costumo fazer bons negócios com os produtos que trabalho, principalmente as telhas.  E em uma de minhas visitas, com o meu supervisor desta empresa, aconteceu um fato inusitado. 

No caminho eu havia contado que já havia acampado por lá a muitos anos atrás.  O chegarmos na portaria do condomínio, paramos e começamos a conversar com o chefe da segurança, que havia sido nosso cliente também e no meio da conversa ele soltou a seguinte frase: "Antigamente este lugar era muito frequentado por pessoas que vinham acampar aqui, mas só dava maconheiros e gays".

Neste momento meu supervisor me encarou com os olhos perplexos e rapidamente eu falei:  Parei de fumar a muito tempo...  

Obviamente eu tinha que fazer uma opção.  Quem me conhece sabe que nunca fumei nem cigarro, mas neste caso qualquer negativa soaria mal...  Na verdade,  foi muito engraçado... Preferi escolher essa opção, do que colocar em dúvida a minha opção sexual...    

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.

domingo, 15 de junho de 2014

POST 165/14 - INVASÃO ARGENTINA


Olá... Um lindo dia de sábado, em plena Copa do Mundo no Brasil e resolvi ir ao Leme visitar a exposição de Ursos e evidentemente verificar a quantas andam os turistas em nossa cidade.  Já me surpreendi ao entrar na Dutra, pois avistei vários carros com placas argentinas todos com uma coisa em comum,  muito sujos de barro...

No calçadão de Copacabana a festa do nossos "hermanos" já era grande, havia uma equipe de televisão filmando um grupo uniformizado de azul claro e branco que faziam uma verdadeira algazarra.   Muitos turistas passeando, todos com um sorriso aberto.   O que mais me impressionou foi ver como eles se sentiam muito a vontade aqui no Rio, como se em casa estivessem. 

E para retratar isso para o Blog, fiz a foto acima de dois argentinos, que estacionados no Leme com a sua Van ou Trailler, improvisada como casa, tomavam uma cerveja com mesa e tudo sobre o veículo, como se o teto fosse um verdadeiro terraço.  Com uma bandeira estilizada, curtiam o lindo visual da praia, aguardando o jogo de domingo, no Maracanã.

Problemas da Copa a parte, é muito legal ver a cidade do Rio de Janeiro repleta de turistas estrangeiros e brasileiros também... E finalmente vivenciar a cordialidade do brasileiro, a alegria, a paz... Queria eu poder eternizar este momento...

Bem, voltando aos ursos,  eles são o simbolo da cidade de Berlim, onde estão presentes até nos semáforos da cidade alemã e estão viajando o mundo levando a simbologia berlinense e agregando os valores de mais de 160 países.   Cada urso representa um país do planeta e foram pintados por artistas de cada país, buscando simbolizar suas características mais marcantes. 

Todos são  bonitos, uns mais, uns menos, depende do gosto de cada um.  Para mim o que mais me emocionou foi o do Uruguai, pois foi pintado por Villaró, aquele artista que conheci pessoalmente quando visitei este país, que morreu recentemente e foi homenageado por mim,  aqui no Blog.

Os ursos de Berlin chegaram ao Rio de Janeiro e desembarcaram no calçadão da praia do Leme para uma incrível exposição ao ar livre que irá acontecer até julho de 2014.  Eu recomendo a visita para quem ainda não foi.  Para aqueles que não poderão ir, aguardem o ensaio Fotográfico que publicarei sobre os ursos aqui no Blog.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

POST 157/14 - CACHORRO RICO, CACHORRO POBRE...


Olá... Sexta-feira retornando pela manhã para Nova Iguaçu, visto que passamos a noite na Barra da Tijuca, comemorando  o aniversário de meu cunhado.  Como tínhamos que trabalhar, saímos bem cedo e ao passar por São Conrado, visualizei a imagem acima e resolvi compartilhar com vocês, clicado a mesma para o Blog.

O interessante que podemos destacar na foto, além da belíssima paisagem de um lindo dia de sol, é o cachorro contemplando o horizonte... Um cachorro de rua vivendo em pleno São Conrado... Fiquei pensando a respeito disso...

São Conrado é um bairro nobre de classe alta da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.  Possui uns dos metros quadrados mais valorizado da cidade e apresenta grande desigualdade social pois limita-se com a favela da Rocinha.

O bairro foi o resultado da criação de uma estrada pelo professor Charles Armstrong em 1912. O mestre objetivava facilitar o acesso à escola em que lecionava, situada na Chácara do Vidigal.  Em 1919, a via foi alargada, prolongada e nomeada de Avenida Niemeyer devido ao Comendador Conrado Jacob Niemeyer, dono das terras que formariam o futuro bairro.  Através do loteamento das propriedades de Conrado Jacob Niemeyer, o novo bairro emancipou-se da Gávea e recebeu o nome de São Conrado devido à igreja homônima, construída em 1903 pelo mesmo.

Neste ponto preciso abrir um parêntese para contar a vocês que minha irmã se casou na referida Igreja em uma noite chuvosa de outubro, a quase quarenta anos atrás.  Além da referida igrejinha, o cartão-postal do bairro é a Pedra da Gávea, o maior bloco de pedra à beira-mar do planeta. Da rampa junto à Pedra Bonita, os praticantes de voo livre saltam de asa-delta e de parapente e pousam no trecho final da orla do bairro, conhecido como Praia do Pepino, justamente a retratada na foto.

Mas, voltando ao cachorro da foto, me pergunto se é melhor ser cachorro de rua em São Conrado ou por exemplo na Baixada Fluminense? Pensando pelo lado da paisagem , da praia e da presença constante de turistas estrangeiro, é claro que é muito mais estiloso ser cachorro de rua por ali, mas se pensarmos na solidariedade do povo com o animal tenho certeza que na Baixada esse cachorrinho estaria melhor amparado. 

De que adianta o glamour de São Conrado de barriga vazia? Na Baixada certamente o cachorrinho teria uma quentinha para se alimentar.  Isso não tem nada haver com os cachorros de madame de lá... esses sim tem uma vida de fazer inveja a qualquer criança da Baixada.

Vida dura, a do nosso personagem de hoje... 

Até a próxima,
                     Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.