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sábado, 7 de fevereiro de 2015

ENSAIO FOTOGRÁFICO 017/15 - BEIJA-FLOR

ENSAIO FOTOGRÁFICO - 017/17 - BEIJA-FLOR


Ah, O Beija-Flor...

A sua beleza, aliada a sua pressa,  faz com que suas aparições pareçam um conto de fadas...

A sua pureza contagia a natureza, faz com que todas as plantas se sintam homenageadas...

A sua leveza e cores reluzentes, faz com que simples olhares sejam visões encantadas...

A sua destreza em sugar o néctar, faz com que as flores fiquem extasiadas...

Ah, O Beija-Flor...

Marcel Peixoto

A Beleza do Beija-Flor

"Não há como não ficar encantando com as aparições do beija-flor. Veloz, chega como se fosse um raio. Com as asas rápidas, quase imperceptíveis, estaciona no ar. "Beija" uma flor com precisão e suavidade. Repentinamente, desloca-se até outra. Instantes depois já não está mais, mas o encanto daquele momento permanece."

Texto retirado da página da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis.

Não pude resistir a citação acima, pois é exatamente encantado que me sinto ao ver este belo  pássaro pairando no ar, em busca de flores para "beijar".  

Este é mais um Ensaio Fotográfico feito com exclusividade para o Blog e foi realizado em duas etapas, sendo a primeira em novembro do ano passado, junto a exuberante natureza da Região Serrana do Rio de Janeiro e a segunda em janeiro deste ano, na varanda de meu apartamento, onde tenho um bebedouro, muito bem cuidado, para atrair este belo pássaro.

Quem quiser saber um pouco mais sobre este lindo ser da natureza, pode visitar uma outra publicação do Blog, onde falo um pouquinho mais sobre eles.  Abaixo o link que levaram vocês até lá, é só clicar:


Espero que curtam as fotos...  Para melhor visualizar o ensaio, clique na sobre a primeira.

FOTOGRAFIA: MARCEL PEIXOTO
























sábado, 20 de setembro de 2014

POST 251/2014 - TANGARÁ ORNATA

08 de setembro de 2014

Olá... Iniciando a semana nesta segunda, trabalhando e ao mesmo tempo dando maior atenção a natureza que nos cerca.  Este tipo de hábito que venho consolidando em mim, tem me trazido grandes surpresas agradáveis, como por exemplo encontrar este belo pássaro e ter a oportunidade de fotografá-lo para poder compartilhar com vocês aqui no Blog.

Mas o principal aprendizado é justamente isso, ter essa conectividade com a natureza. Descobrir que mesmo na cidade, se dermos mais atenção a Ela, seremos sempre recompensados, com imagens, sons, odores, toques em superfícies diferentes e ainda experimentarmos sabores inusitados.  O contato com a natureza nos traz paz, tranquilidade, na verdade é uma expressão de amor.

E assim, vou trazendo um pouco destes encontros, para dividir com vocês no Blog. Este pássaro em especial, apesar de não ser raro, tive muita dificuldade em identificá-lo, o que me salvou foi observar umas peninhas amarelas em sua asa e daí descobri tratar-se de um sanhaçu-de-encontro-amarelo. (clique na foto para ampliá-la)

O sanhaço-de-encontro-amarelo (Thraupis ornata - tangará ornata) é um médio-pássaro brasileiro, que pertence a família dos Tiês (Thraupidae). Ocorre principalmente na região sudeste do Brasil, podendo ser encontrado também em estados como: Bahia, Paraná e Santa Catarina. Ele é  uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecido também como sanhaço-da-serra, sanhaço-de-encontro e sanhaço-rei. 

É uma espécie facilmente identificável pela coloração azul-acinzentada escura e coberteiras superiores das asas amarelas (o que lhe rendeu o nome), diferenciando-se bem das outras espécies de sanhaços. Em alguns indivíduos, independente do sexo e da distribuição geográfica, o amarelo das primárias estende-se por todas as rêmiges, chegando até a região uropigial. Medem cerca de 16–19 cm, sendo facilmente identificável por apresentar características marcantes, se diferindo bem das outras espécies de sanhaços.

Sua dieta é a base de frutas pequenas e geralmente duras de árvores, arbustos e cipós. Também se gostam de folhas, botões e néctar podendo caçar insetos em voo como cupins e borboletas. Ao se alimentar de frutos contribui para a dispersão de sementes em áreas verdes urbanas.

A postura da fêmea varia de 2-4 ovos; a incubação leva em média 12-14 dias, sendo que os filhotes saem do ninho após 18 dias. Os jovens apresentam uma coloração mais escura do que os adultos.

Mais um exemplar, de muitos que ainda pretendo fotografar.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                            Marcel Peixoto.





quinta-feira, 17 de julho de 2014

POST 194/2014 - UM PÁSSARO QUE SABE O QUE QUER...


Olá...  Dia 13 de julho de 2014, final da Copa do Mundo do Brasil, um fato que se repete depois de 64 anos, só que desta vez nem lá conseguimos chegar... A Copa passou e nem ao mesmo no estádio mais respeitado do mundo o Brasil jogou, a soberba foi tanta que havia uma certeza que de a seleção estaria na final e no entanto, deu no que deu...

E já que começamos falando de futebol, vamos dar continuidade com um pássaro que habita os gramados de vários estádios, inclusive o Maraca, esse pássaro é o Quero-quero..  E por uma coincidência do destino, acabei por me deparar com ele em um gramado, que não era de futebol,  mas bem que lembrava um... Assim, fiz a foto acima para apresentar aqui no Blog.

O quero-quero é uma ave de porte médio a pequeno, com 32 a 38 cm de comprimento e 300 a 320 g de peso.   Não há dimorfismo sexual, que significa que entre machos e fêmeas não há diferenças.   Quando adulto, ostenta esporões no ângulo das asas, usados como arma de ataque e defesa. Tem plumagem negra orlada de branco na testa e na garganta, e uma larga área negra no peito. Do topo da cabeça e lados do pescoço, até o dorso, é cinza, podendo ter um tom de marrom ou azul. 

Mesmo sendo extremamente comum, é uma espécie ainda pouco estudada. Prefere viver em zonas de baixa altitude, em campos, praias arenosas, brejos, mangues e várzeas úmidas, onde predomine a vegetação rasteira, tolerando habitats degradados e a presença humana.    

Pode penetrar em áreas urbanas, quando escolhe partes abertas como aeroportos, jardins, gramados e até mesmo campos de futebol, pelo que frequentemente vira notícia atrapalhando os jogadores em partidas.  Graças à sua vasta área de ocorrência e a uma população grande que parece estar crescendo, foi classificado como espécie em condição pouco preocupante em relação a extinção. Costumam andar em pares ou em pequenos grupos, mas já foram observados bandos de mais de cem indivíduos. Não há dados sobre o tamanho de sua população total, já que os estudos até agora realizados se concentraram principalmente sobre grupos de áreas urbanas. Não há tampouco evidência de que as atividades humanas estejam prejudicando a espécie como um todo.

O quero-quero é uma ave territorial muito vigilante e dá o alarme ao primeiro sinal de algum intruso em seus domínios, seja dia ou seja noite. Apesar de ser um bom voador, sendo visto a fazer acrobacias no céu, passa a maior parte do tempo em terra. São em geral monogâmicos e pouco exigentes na elaboração dos ninhos, que constroem em uma pequena depressão no solo, que consiste de um frouxo e raso amontoado de palha e gravetos em formato mais ou menos circular. Põem de três a quatro ovos esverdeados de casca pintada de negro que pesam em torno de 26 g, que, se a camuflagem de suas penas e outras táticas que empregam não despistam os predadores, os pais defendem vigorosamente, emitido gritos e voando rasante em sua direção como se fossem atacá-los, embora se retirem pouco antes de o contato se efetivar. 

Atacam também o homem, se este se aproxima. Durante uma estação reprodutiva, que varia de região para região e pode se estender até por metade de um ano, coincidindo com a época das chuvas, os pais podem produzir até três ninhadas. A taxa de natalidade é de cerca de 70%, mas somente cerca de 20% atinge a idade adulta. Pouco depois de nascerem os pintos já acompanham os pais em suas andanças e se alimentam por conta própria, como eles, de insetos e outros pequenos invertebrados e peixes, sendo muitas vezes vigiados por um terceiro adulto ou pelo grupo. Com sessenta dias de vida já podem voar e já mostram uma plumagem semelhante aos adultos, embora com estrias. Aves de rapina, mamíferos e répteis são os maiores inimigos dos filhotes, mas o homem muitas vezes destrói inadvertidamente os ninhos que se encontram em áreas de lavoura.    Quanto aos adultos, já foi observado que o Carcará  lhe é predador

O quero-quero é comum em muitos países; é a ave-símbolo do Uruguai  e do estado brasileiro do Rio Grande do Sul,   por isso em seu redor se formaram várias lendas, aparece em cantigas tradicionais e se tornou personagem literário e dramatúrgico.   Também deu seu nome a produtos e estabelecimentos comerciais, projetos educativos  e um grupo musical gauchesco.

Este pássaro curioso, a que a natureza concedeu o penacho da garça real, o vôo do corvo e a laringe do gato, tem o dom de encher os descampados  com o grito estridente e  profundo, onde a fidelíssima onomatopéia o batiza:  Quero-quero...

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.  

segunda-feira, 10 de março de 2014

POST 068/2014 - BEM-TE-VI, UM ALERTA PARA A VIDA


Olá... Domingão, véspera da segunda feira mais esperada do ano, aquele que definitivamente vai marcar o início do ano para os negócios no Brasil. Deixamos o Carnaval para trás e espero o calorão também e vamos finalmente trabalhar.


Mas para comemorar esse dia, nada como um churrasquinho na casa dos compadres e a companhia dos afilhados (Fernanda e Thiago). Não bastasse isso fomos surpreendidos com uma sobremesa de fazer inveja a qualquer confeitaria, um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, para ficar na história.

E durante esta estada tão agradável, recebemos um convidado muito especial o Bem-te-vi da foto acima, que fez até posse para aparecer aqui no Blog para vocês.

O bem-te-vi é uma ave típica da América Latina, distribuído do sul do México à Argentina. É um habitante bem conhecido em todas as regiões brasileiras, podendo ser encontrado em cidades, matas e ambientes aquáticos como lagoas e rios. Pode-se vê-lo facilmente cantando em fios de telefone, em telhados ou banhando-se nos tanques ou chafarizes das praças públicas. Como podemos ver, possui grande capacidade de adaptação.

Para alguns o bem-te-vi representa um transbordamento de alegria pelo simples fato de ser. Ele saltita tanto, voa tanto, movimenta-se tanto, bate as asas no sol, descansa sobre o tronco esverdeado de musgo: alegre de ser! E quando a gente pensa que ele está sossegando um pouco, ele já previu outras alegrias e sai correndo. O instinto o leva. E o instinto se alegra em ser instinto e em desdobrar-se. E assim ele proclama o que há de bom no simples fato de viver.

Ele presta – no seu gracioso brado – um grande serviço à Providência: ele lembra a virtude da vigilância. Da forma com que ele proclama “bem-te-vi!” lembra ao homem como é precioso ver tudo. É como se dissesse: “eu seria tolo se não tivesse visto! Eu venci algo em mim ao chegar a ver-te. Bem-te-vi!”   É o brado da vitória! Mas, de outro lado, ele lembra ao homem a virtude da prudência, da sagacidade, da desconfiança. “Eu bem vi!”… Lembra mais ao homem que há um olhar – um olhar infinito! -, que se pousa sobre ele e que quando o homem anda esquecido desse olhar divino, de repente ele ouve uma voz da consciência, que diz: Bem te vi!…”

Incrível como se consegue colocar sobre um simples pássaro, tanto sentido em relação a vida. São estas analogias que transformam o bem-te-vi em um ser muito especial.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.