Translate

Mostrando postagens com marcador ninho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ninho. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de setembro de 2014

POST 247/2014 - UM CONVITE AOS BEIJA-FLORES

04 de setembro de 2014

Olá... A muito que quero comprar um bebedouro para beija-flores, mas sempre tive muita preocupação,  pois ouvi dizer que esses tipos de bebedouros podem prejudicar as avezinhas e assim vinha adiando a minha  decisão.  Contudo, nesta quinta-feira ao visitar uma loja de Pet descobri que existe um produto específico para este fim, um néctar específico para pássaros.

É claro que comprei... E já na hora do almoço fui testar o novo brinquedinho, sem acreditar que passarinhos apareceriam por aqui, mesmo com o vendedor da loja me garantindo que beija-flores viriam beijar as flores artificiais, mas me enganei profundamente... Minutos depois que coloquei o bebedouro, um bem-te-vi pequeno o estreou, mas ainda faltava o beija-flor, então preparei a câmera e fiquei esperando.  Não demorou muito e ele apareceu e consegui fazer a foto acima para o Blog. Espero que outros voltem em breve...

Descobri, pesquisando, que o meu visitante é um beija-flor-tesoura, uma espécie de ave da família Trochilidae (beija-flores). Uma das mais comuns encontrada em quase todo o Brasil. Também encontrado na Bolívia, Paraguai, Guiana Francesa, entre outros da América do Sul. O Beija-Flor-Tesoura tem esse nome por sua cauda ser dividida no meio, dando a aparência semelhante a de uma tesoura. Sua cabeça, pescoço e cauda são azuis, sendo seu dorso verde. Sua coloração é igual em ambos os gêneros, somente nas fêmeas sendo levemente mais escura e menor. Medem aproximadamente 15–17 cm (sua cauda medindo quase metade do total), eles são uma das maiores espécies de Beija-Flor e a segunda maior encontrada no Brasil. Pesam cerca de 9 gramas.

Os beija-flores são sem dúvida um dos grupos de aves mais típicos do continente americano, com suas cores, rapidez descomunal, capacidade de pairar no ar e tamanho reduzido. O beija-flor-tesoura é talvez o integrante mais famoso desse grupo, ao menos no Brasil não amazônico, provavelmente pela sua abundância em locais urbanizados, pela beleza de sua coloração, pela tesoura facilmente reconhecível e principalmente pelos seu comportamento abusado, é um dos maiores e mais briguentos beija-flores. É também conhecido como beija-flor-rabo-de-tesoura e tesourão.

Beija-Flores-Tesoura acasalam pela primeira vez, na idade de 1-2 anos, eles voam juntos em zig-zag quando vão faze-lo. Seu ninho tem a forma de um copinho, e os ovos racham depois de 15-16 dias. Os filhotes nascem nus, com um pouco de penugem. Suas penas nascem depois de 5 dias, e são alimentados de uma a duas vezes por hora por sua mãe. Eles deixam o ninho depois de cerca de 23 dias, mas voltam ao ninho pra dormir por mais alguns dias. Duas a três semanas depois, eles estão completamente independentes.

Eles  têm o metabolismo mais acelerado entre as aves. Podemos dizer que eles vivem em outro ritmo, pois tudo é acelerado. Quando em voo podem bater as asas dezenas de vezes por segundo. Seu canto é muito agudo e rápido, parecendo um simples assovio para nossos ouvidos, mas quem estuda bioacústica sabe que quando a vocalização destas aves é analisada com cuidado em um sonograma esta mostra-se muito complexa e até melodiosa (para os ouvidos dos beija-flores).

Espero que outras espécies apareçam aqui em casa para que as fotografe para o Blog.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                            Marcel Peixoto.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

POST 125/2014 - O ANU-BRANCO VOOU...


Olá... Iniciando mais uma semana, já com uma reunião de trabalho em Resende.  Na ida para a obra, identifiquei uma terraplanagem enorme, onde certamente se iniciará uma grande obra, guardei na cabeça a localização para após a reunião procurar a referida obra e assim o fiz.

Entretanto o acesso a obra não era fácil de achar e acabei por contornar a Siderúrgica Votorantin e entrar numa estrada de chão.  Na verdade pouco tempo depois, não parecia que estávamos na cidade, o ambiente era rural, com o Rio Paraíba a minha direita, separando a minha estradinha da Dutra... 

Mais a frente descobri que dali eu não conseguiria acessar o asfalto e resolvi voltar.  Neste caminho eu já havia visto vários pássaros, mas de repente uma família deles passou voando na minha frente e pousou numa árvore próxima. Era tudo que eu precisava, peguei a Cyber-shot, que sempre anda comigo, e fiz a foto para o Blog.

Pesquisando sobre o pássaro da foto, descobri que se  tratava de uma das aves mais comum no Brasil, o anu -branco,  também chamado rabo-de-palha, alma-de-gato,  anu-do-campo,  pelincho, guirá-acangatara, piló, piriguá, quiriquiri e quiriru. Nossa!  Como tem nome esse bichinho.  

O anu-branco possui uma plumagem predominantemente creme, corpo franzino, cauda comprida, graduada e com fita preta  no rabo e um topete encrespado alaranjado.  Ele  se alimenta de grandes artrópedes, pererecas, pequenas aves e pequenos mamíferos como camundongos.  Em épocas de escassez de artrópodes, alimenta-se de frutas, bagas, coquinhos e sementes de forma alternativa. Alimenta-se também de insetos, como as cigarras que apanham em pleno voo.

O ninho é construído em forquilhas de árvores a cinco metros do solo. Põe de quatro a sete ovos de cor verde-marinho com uma camada calcária de alto relevo. O ovo tem de 17 a 25 por cento do peso da fêmea. Fazem ninhos individuais ou coletivos, neste último, sendo encontrados até vinte ovos. Os filhotes abandonam o ninho antes de voar e são alimentados por algumas semanas mais. Estes hábitos reprodutivos são semelhantes aos do anu-preto.

Vivem em campos, lavouras e ambientes mais abertos. Migram para regiões onde eram desconhecidos e tornam-se as aves mais comuns ao longo das estradas. Anda muito no solo, em bandos de seis a doze indivíduos, ao lado de outras aves, como sabiá-do-campo, anu-preto e o pica-pau-do-campo. 

E assim, uma reunião de negócios virou quase um safari... A propósito, depois consegui chegar na nova obra.

Até a próxima,
                  Amo vocês,
                                    Marcel Peixoto.