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domingo, 7 de setembro de 2014

POST 241/2014 - A FLAUTA DOCE

29 de agosto de 2014

Olá... A semana terminado e sexta-feira é dia de música... Como estou numa fase zen, escolhi para trazer para Blog um instrumento de extrema suavidade e aproveitando que encontrei, na casa que minha mãe morou, minha velha flautinha da infância, resolvi fotografá-la para o Blog e aproveitar para  comentar um pouco sobre este instrumento singular.

A flauta doce tem sua origem nos antigos instrumentos folclóricos que ainda podem ser encontrados em diversas partes da Europa e teve um grande desenvolvimento na Renascença, quando era tocada em conjunto com outros instrumentos de sopro e de cordas..  Muitos destes instrumentos eram feitos de tubos de bambu ou cana naturais, enquanto a flauta doce era um instrumento torneado em madeira. Foi o instrumento musical mais popular na Idade Média. Ela produz um som melodioso. 

Por ser um instrumento de sopro e de emissão simples, funciona como a extensão da própria voz.  Já nas primeiras lições, a criança obtém um resultado imediato, conseguindo tocar pequenas músicas com duas ou três notas.  Tocando e cantando as canções do repertório, o aluno vai ajustando a afinação, trabalhando a respiração, vivenciando o fraseado musical e desenvolvendo a percepção auditiva.

Na flauta doce, a emissão do som se faz com o movimento da língua e a respiração é de fundamental importância, pois dela depende o fraseado, elemento determinante para a realização musical. Algumas crianças estudam flauta doce por indicação médica, por causa de problemas respiratórios. Além disso, é um instrumento que possibilita o trabalho em grupo e favorece a prática de música em conjunto.

Mas será que a flauta é doce mesmo? Seu nome é usado entre nós por causa do seu som suave, delicado, aveludado.  No período barroco, tornou-se também instrumento solista e teve aí o seu apogeu. O construtor mais famoso de flautas-doce na época do barroco chamava-se Joseph Rottenburg e muitas de suas flautas encontram-se hoje em importantes museus e serviram de inspiração para as flautas atuais.  Eram feitas de madeira escolhida, para produzir som de qualidade. 

Atualmente, as flautas são também feitas de plástico, material mais fácil de ser conservado e de menor custo.  Assim como a minha, que deve ter uns quarenta anos...

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                            Marcel Peixoto.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

POST 182/2014 - BRINCADEIRA DE CRIANÇA


Olá... Uma terça-feira saudosa para mim, pois remexendo nos guardados encontrei um brinquedo muito simples que me remontou a minha infância.  Acho que muito provavelmente, a grande  maioria de leitores do Blog, se não tiveram um ""Pega Vareta", já brincou com o de algum colega.  E para registrar este momento fiz a foto do brinquedo que foi de minha filha.

Recentemente os psicólogos começaram a observar os aspectos positivos do sentimento de nostalgia:  A nostalgia é um sentimento importante e que talvez exista unicamente para integrar a memória, a emoção, uma maior consciência de nós mesmos e das relações ao nosso redor. Ela liga o passado e dá significado ao futuro.  

Muito provavelmente todas as pessoas possuem uma imagem que a faz esquecer do mundo ao seu redor e essa imagem, para muitos, pode ser uma velha caixa de brinquedo.  Sem dúvida, brincar é a forma mais saudável de encarar a vida em qualquer idade e incorporar atividades lúdicas ao cotidiano é fundamental para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo tanto de crianças quanto de adultos.

Desde os tempos antigos que os brinquedos tiveram um importante papel na vida das crianças. Por milhares de anos crianças brincaram com brinquedos dos mais variados tipos. Até o final do século XIX, a maioria dos brinquedos eram fabricados em casa, ou fabricados artesanalmente. Atualmente, a grande maioria dos brinquedos são fabricados em massa e comercializados. 

Eu poderia citar aqui algumas de dezenas de brinquedos que marcaram a minha infância e adolescência, mas vou tentar elencá-los. Quando era bem pequeno, ganhei uns bonecos da Disney, que simplesmente eu adorava o Pato Donald e Mickey por muito tempo os foram meus grandes amigos. Depois ganhei um Forte Apache de madeira (acho que o fabricante era a Gulliver) que tinha os soldados e também os índios americanos, que retratavam os filmes de faroeste que assistíamos na televisão. Esse brinquedo fazia minha imaginação voar... 

Com o passar dos anos os brinquedos ficaram mais sofisticados e aí, ganhei de minha madrinha um autorama, na verdade era um oval com 2 carrinhos, mas era incrível para mim.  Mas como a maioria dos meninos brasileiros de minha época, o futebol sempre permeou nosso imaginário e a bola foi um brinquedo que me acompanhou  até a adolescência, sem falar no futebol de botão, onde realizei inúmeros campeonatos sozinho.

Enfim, brinquei muito e brinco até hoje, assim procuro manter sempre viva a criança que existe dentro de mim, pois ela representa a alegria de viver, a esperança, a vontade, a pureza e principalmente o amor, que tanto prezo.  Uma parte de mim envelhece, mas minha criança é eterna.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto



terça-feira, 4 de março de 2014

POST 062/2014 - BRINCADEIRAS DAS ANTIGAS NA SAPUCAÍ


Olá... O Blog continua em ritmo de Carnaval e na Globo... Hoje, segundo dia de desfile, teremos mais tarde a Gloriosa Portela, mas vamos falar um pouco do desfile da simpática União da Ilha do Governador.  A Ilha é mais ou menos igual ao América no futebol, todo mundo torce por ela, depois de sua escola de coração...

Mas quero me deter ao enredo escolhido pela escola "É brinquedo, é brincadeira, a Ilha vai levantar poeira". Abrindo o Baú da infância,  a Ilha mostrou brinquedos e brincadeiras que ficaram em nossas memórias. E a partir deste desfile viajei no tempo voltando aos idos anos 70, época de minha infância e de vários amigos que acompanham o Blog.

Identifiquei no desfile vários brinquedos de meu tempo, o forte-apache, o dominó, o jogo de varetas, cavalo-de-pau, peteca, a eterna bola, os cubos de madeira para fazer casinhas, as bonecas das meninas, as fofoletes, o jogo de futebol de botões, o Genius, etc...  Estes brinquedos nos obrigavam a utilizar a nossa imaginação, tal a simplicidade dos mesmos.

Fora os brinquedos, as brincadeiras de rua também eram o máximo.  Era chegar da escola, almoçar, fazer o dever de casa (quando fazia) e rua... Fora o futebol, haviam as queimadas, a gude, a pipa e ainda aquelas mas complexas como a carniça, o garrafão, bente que bente ao frade, polícia e ladrão e os piques (esconde, alto, baixo, tá...), nossa se eu ficar aqui lembrando não paro mais...

O lançamento do Atari já apontava para o futuro que vivemos hoje.  Com o surgimento dos jogos eletrônicos, cada vez mais essa relação de brinquedos e brincadeiras foram ficando para trás, desprezadas como coisas obsoletas. E a necessidade de se imaginar também foi caindo em desuso, visto que a tecnologia proporciona tudo para o jovem.

Não fosse a bola, impulsionada pela força do futebol, poderíamos dizer que a totalidade de nossos jovens tornaram-se sedentários, reféns dos playstations, dos computadores e mais recentemente dos tablets e celulares, resumindo seu mundo as quatro paredes de seus quartos ou salas.   Hoje, somente o esporte pode salvar a nossa juventude e fazer com que ela se movimente.

Vamos torcer para que as coisas  mudem,,,

Até a próxima,
                       Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto