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Mostrando postagens com marcador Sol. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

POST 281/2014 - A LUA DE SANGUE

08 de agosto de 2014

Olá... Esta é uma quarta-feira muito especial, pois teremos no céu a Lua de Sangue. Para não perder esse momento especial, me preparei e fiz a foto acima para o Blog de hoje, da cozinha do meu apartamento, onde podemos ver a Lua com uma tonalidade bastante distinta da que acostumamos a ver todos os dias.

O Eclipse Lunar Total, que também é chamado de Lua de Sangue, será o último do ano de 2014 e infelizmente não teremos a oportunidade de vislumbrar esse belíssimo espetáculo nos céus. Apenas em algumas partes do Brasil ele poderá ser visto na fase penumbral e será praticamente imperceptível, a olho nu. 

Especificamente esta "Lua de Sangue" acontecerá principalmente sobre o Oceano Pacífico e só será visível em algumas partes do mundo, como no leste da Austrália, Nova Zelândia, leste da Ásia, Japão, Hawaii e oeste dos Estados Unidos, contudo mesmo aqui notamos a diferente coloração da Lua.

Pelo horário de Brasília, o Eclipse Lunar Total do dia 08 de outubro iniciou-se às 05h 16 minutos e seu momento máximo começou  às 07h e 55 minutos. O fim do evento se deu às 10h e 34 minuots. O Eclipse Lunar Total do dia 08 de outubro só será visível por completo na parte mais clara do mapa abaixo, enquanto que na parte mais escura será impossível avistá-lo
Créditos: NASA

Um Eclipse Lunar ocorre quando a Terra passa praticamente entre a Lua e o Sol. Como a órbita da Lua é ligeiramente inclinada em relação a trajetória do Sol no céu, a Lua quase sempre passa acima ou abaixo da sombra projetada pela Terra, e não acontecem eclipses.

Em alguns casos, a Lua passa pela penumbra dessa sombra, o que chamamos de Eclipse Lunar Penumbral, quando a Lua ganha um tom levemente sombreado, algumas vezes imperceptível para as pessoas.

Às vezes a Lua passa um pouco pela sombra central, que chamamos de Eclipse Lunar Parcial. Porém, o mais raro de todos é o famoso Eclipse Lunar Total, que erroneamente é chamado de Lua de Sangue, afinal, a Lua só ganha uma coloração vermelha em alguns casos imprevisíveis, portanto, não podemos chamar um eclipse que ainda vai acontecer de Lua de Sangue, a não ser que já tenha acontecido e sua cor realmente tenha sido de sangue.

Eclipse Lunar Total do dia 08 de outubro de 2014
 Créditos: Solar System Scope.
Acima vemos a simulação da posição real dos astros no momento do Eclipse Lunar Total do dia 08 de outubro de 2014. Veja que o planeta Urano estará na mesma direção da Lua no momento do Eclipse.

Um Eclipse Lunar Total já é um evento raro por si só, porém, o que torna esse Eclipse Lunar do dia 08 de outubro ainda mais raro é o fato de pertencer a uma tétrade de eclipses lunares. São quatro Eclipses Lunares Totais seguidos (comumente chamados de quatro Luas de Sangue). A última vez que uma série de eclipses lunares totais aconteceram em sequência foi em 2003 e 2004, e só ocorrerão mais sete desses no século atual.

O primeiro eclipse dessa tétrade aconteceu no dia 15 de abril de 2014, o segundo acontece agora, no dia 08 de outubro de 2014. Os outros dois eclipses lunares totais acontecerão em 2015, nos dias 04 de abril e 28 de setembro.

Vamos torcer para em 2015 seja visível aqui no Brasil, para que possamos realmente assistir a mais esse espetáculo do universo.  

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                            Marcel Peixoto.


sábado, 18 de outubro de 2014

POST 278/2014 - SOLARIUM DAS TARTARUGAS

05 de outubro de 2014

Olá... Neste primeiro domingo de outubro, mais uma vez foi ao Jardim Botânico em busca de alguma foto para o Blog e antes mesmo de entrar, próximo a bilheteria, me deparei com este laguinho, dotado de um chafariz e com algumas hóspedes muito especiais, que se deleitavam em um solarium feito exclusivamente para elas aproveitarem, estou me referindo as tartarugas. Acabei por registrar a cena para o Blog de hoje.

Elas, apesar delas adorarem uma água, necessitam do sol, por isso a existência deste solarium, que nada mais é que um local descoberto reservado ao banho de sol. A palavra solarim vem do latim e significa jardim de inverno ou alguma coisa relativa ao sol, usamos mais especificamente para designar um lugar para se tomar sol. 

Os animais da ordem dos répteis, que se caracterizam pela presença de uma carapaça, são chamados de Testudines ou mais comumente de Qelônios. Erroneamente chamamos todos de tartarugas, contudo este grupo possui 3 principais divisões, sendo elas as tartarugas propriamente ditas, que de marinhas ou de água doce, os cágados, que são esclusivamente de água doce e ainda os jabutis que são eminentemente terrestres.

Esses animais apresentam placas ósseas dérmicas, que se fundem originando uma carapaça dorsal e um plastrão ventral rígidos, que protegem o corpo. As vértebras e costelas fundem-se e a essas estruturas. Os ossos da carapaça são recobertos por escudos córneos de origem epidérmica. Não possuem dentes, mas apresentam lâminas córneas usadas para arrancar pedaços de alimentos. São todos ovíparos.

O grupo tem cerca de 300 espécies, e ocupa habitats diversificados como os oceanos, rios ou florestas tropicais. Os quelônios estão na lista dos maiores répteis do mundo. A ordem subdivide-se nas subordens Pleurodira e Cryptodira, conforme a posição do pescoço quando a cabeça se encontra dentro da carapaça.

Quelônios terrestres estão presentes em quase todo o mundo, exceto em regiões polares, ou alpinas, sendo muito comuns em florestas tropicais. Já as aquáticas, estão em todos os oceanos, exceto nos polares.

A principal diferenças entre os três grupos já citados estão nos membros. Os quelônios terrestres (que andam sobre a terra) são jabutis e possuem patas grossas. Os marinhos (água salgada) são tartarugas, com nadadeiras em vez de patas; e os de água doce, com pés palmados e carapaça hidrodinâmica, são os cágados.

Dentre as tartarugas domésticas incluem-se as tartarugas da Florida, carnívoras. Estes seres caracterizam-se por uma peculiar mancha vermelha lateral na sua cabeça. Relacionam-se facilmente com humanos e tornaram-se, ao longo dos anos, um dos animais de estimação mais populares. As espécies de tartarugas mais antigas já encontradas datam de 215 milhões de anos.

Os ameríndios faziam grande uso das tartarugas, tracajás (espécie que vivem em muitas bacias hidrográficas do norte da América do Sul), jabutis e cágados como alimento. Era e é comum na Amazônia peixes, tartarugas e tracajás ficarem presos em lagos formados com a baixa das águas dos rios, o que as tornavam alvos fáceis. Também na época da desova, tartarugas eram facilmente capturadas por índios da Amazônia que simplesmente as viravam com o casco para baixo e depois as recolhiam e as levavam à aldeia, colocando-as em currais previamente preparados. Além disso capturavam tarturugas marinhas, mergulhando e as dominando com as mãos.

Os Caibí do Mato Grosso consumiam o tracajá (tartaruga amazônica que chega a pesar 12kg) e seus ovos. Cozinhavam os ovos, desta forma conservando-os por longo tempo. Índios de algumas tribos adoravam o jabuti com farofa. Removiam os intestinos do animal através de um buraco na parte ventral, através dele introduziam farinha e colocavam o jabuti inteiro para assar nas brasas.

Me recordo muito bem que na minha infância, nas idas para Itacuruça (município de Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro), que havia um restaurante que tinha como prato principal a sopa de tartaruga. Eu jamais experimentaria, mas vinham pessoas de fora exclusivamente para comer a iguaria. Com a questão da preservação, foi proibido o consumo de tartarugas em todos os estabelecimentos comerciais. Ainda bem...

Até a próxima,
                        Amo vocês,

                                            Marcel Peixoto.

terça-feira, 8 de julho de 2014

POST 186/2014 - LUA BRILHANDO NO CÉU DA TARDE


Olá...  Um lindo final de tarde, neste sábado na Barra da Tijuca e da beira da praia fiz algumas fotos do mar, dos banhistas, dos kites surfistas, mas de repente olhei para o céu, que estava com um belíssimo tom de azul,  avistei a Lua e cliquei a foto acima, que foi a minha escolha de hoje para o Blog.

Era uma maravilhosa Lua Crescente, a qual estava com uma das faces iluminadas pelo Sol e observei como a nossa visão da Lua varia de dia para dia. O aspecto da Lua se modifica diariamente e isso se deve tão somente a posição relativa da Lua, Terra e Sol. A cada dia o Sol ilumina a Lua sob um ângulo diferente, à medida que ela se desloca em torno da Terra.  Um ciclo completo leva 29 dias e meio e se chama mês lunar, lunação, revolução sinódica ou ainda período sinódico da Lua.

Em cada dia da lunação, enxergamos a Lua um pouco diferente e assim podemos imaginar cerca de 30 diferentes fases da Lua.  Porém, em nossa cultura, geralmente apenas quatro fases lunares recebem denominações especiais: Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante. Uma fase da Lua representa um ângulo cujo vértice está na Terra, entre Lua e Sol. Mas como a Lua se move, esse ângulo muda constantemente. Assim, rigorosamente falando, a cada instante temos uma fase da Lua diferente. A Lua, na verdade, tem infinitas fases!

Uma fase lunar ocorre para o mundo todo, não importa a localização do observador (se é Lua Nova no Brasil, também é Lua Nova no Japão). Porém, elas não são vistas da mesma forma. No hemisfério Norte o aspecto da Lua é invertido em relação ao visto por um observador no hemisfério Sul.

Cerca de sete dias e meio depois da Lua Nova, a Lua deslocou-se 90° em relação ao Sol e está na quadratura ou primeiro quarto. É o Quarto Crescente, onde a Lua nasce aproximadamente ao meio-dia e se põe à meia-noite. Seu aspecto é o de um semicírculo voltado para o Oeste. Vista do hemisfério Sul, a aparência do Quarto Crescente lembra a letra “C”, de crescente. Mas no hemisfério Norte, ao contrário, a Lua crescente se parece um “D”.   Que é o caso de nossa foto.

Durante uma lunação, nosso satélite natural pode ser observado em diferentes momentos, inclusive pela manhã ou à tarde, dividindo o céu com o astro-rei.  Para ilustrar, apresento o gráfico abaixo, que mostra os horários aproximados (de 0 a 24 h) quando a Lua pode ser vista em cada uma de suas quatro fases principais. Embora na fase Nova a Lua não seja visível, podemos observá-la dentro do horário mencionado no gráfico até dois dias antes ou depois da data da Lua Nova.

Horários aproximdados da visibilidade da Lua em suas 4 principais fases

Essa questão da Lua me parece muito interessante, pois a vemos todos os dias e na verdade, não nos atentamos a detalhes como estes.  Espero que tenham curtido.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.

sábado, 11 de janeiro de 2014

POST 010/2014 - NUVENS ESCURAS


Olá... Hoje descobri que o céu é uma fonte inesgotável de cenários para fotografarmos e o mais impressionante é que como se altera de um ponto a outro não muito distante.  A foto acima foi clicada em Penedo - Itatiaia/RJ. 

A sensação que tinha, ao fazer a foto, era que a qualquer momento o mundo iria cair sobre nossas cabeças, sai batido pela Dutra em direção ao Rio e para minha surpresa a escuridão da foto foi ficando somente no meu retrovisor... Poucos quilômetros a frente o Sol voltava a reinar e o azul do céu era outro, incrível.

A nuvem é um conjunto visível de diminutas partículas de gelo ou água em seu estado líquido, ou ambos, que se encontram em suspensão na atmosfera, após terem se condensado ou liquefeito em virtude de fenômenos atmosféricos. Elas podem apresentar diversas forma, que variam dependendo essencialmente da natureza, dimensões, número e distribuição espacial das partículas que as constituem e das correntes de ventos atmosféricos. . A forma e cor da nuvem depende da intensidade e da cor da luz que a nuvem recebe, bem como das posições relativas ocupadas pelo observador e da fonte de luz (sol, lua, raios) em relação à nuvem.

O que sei na verdade é que quando o céu começa a escurecer da forma que vi hoje, sentimos um certo temor, acho que um respeito as forças da natureza, que sabemos que podem ser muito destrutivas.  O medo diz respeito a preservação a vida e eu já sofri com fortes chuvas, principalmente no vale do Paraíba Fluminense e sei que não é nada agradável.

Bem, fora os susto, nada aconteceu e o Sol voltou a brilhar no meu céu.  Da experiência, ficou a lição de vida de que por mais escura que a situação pareça, mais a frente o Sol sempre volta a brilhar e como fotógrafo aprendi que o céu é fascinante para ser registrado (certamente haverão outros céus no Blog) e que a cor e a fonte da luz que as nuvens recebem, definem seu aspecto.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                           Marcel Peixoto.