Translate

Mostrando postagens com marcador Nova Iguaçu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nova Iguaçu. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de setembro de 2014

POST 258/2014 - A LARANJA E A NATUREZA MORTA

15 de setembro de 2014

Olá... Nesta segunda-feira resolvi fazer uma foto em homenagem aos pintores da antiguidade de retratavam a natureza morta e fiz a composição acima para o Blog de hoje. O termo natureza-morta é um tipo de pintura ou fotografia em que se vê seres inanimados, como frutas, louças, instrumentos musicais, flores, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, dentre outros objetos, como referências à história da arte.

Contudo pretendo ir além do que falar sobre arte, vou comentar sobre a laranja, mais especificamente sobre a laranja lima, a qual eu adoro.  Existem alguns tipos diferente de laranjas e o que as diferem? A principal diferença é o sabor. Basicamente, as centenas de tipos de laranja pertencem a duas espécies diferentes. A primeira delas, a Citrus sinensis, reúne as laranjas doces, como a lima, a bahia, a pêra (representa 70% do mercado brasileiro) e a seleta. Todas elas são apreciadas no preparo de sucos, doces ou no consumo puro. A segunda espécie, a Citrus aurantium, concentra os tipos ácidos, como a laranja azeda. 

A casca e a polpa servem para a fabricação de doces, enquanto as flores são usadas na extração de perfumes. As laranjas são nativas da Ásia, provavelmente do arquipélago malaio - que hoje abrange países como Indonésia, Filipinas e Malásia -, ou do sul da China, onde a fruta já era conhecida há 4 mil anos. No século 16, os colonizadores portugueses trouxeram a novidade para o Brasil.

A adaptação não poderia ter sido melhor: hoje em dia, nosso país lidera a produção mundial de laranjas, dominando 33% do mercado. A cidade de Nova Iguaçu já foi no passado grande produtora de laranjas. As laranjas da nossa Baixada Fluminense eram um produto altamente consumido na Europa; e, obviamente, um produto tipicamente feito para a exportação. A fase da laranja teve o seu apogeu em Nova Iguaçu entre os anos de 1920 e 1940. Hoje temos concentrando grande parte da produção na cidade de Itápolis em São Paulo.  

Saborosa e suculenta, a laranja também tem lugar cativo nas dietas saudáveis.   A principal característica da fruta é a grande quantidade de vitamina C - para um adulto, duas laranjas por dia suprem as necessidades diárias do nutriente. Difícil mesmo é evitar a confusão com outras frutas parecidas. Muita gente pergunta, por exemplo, se a grapefruit ou pomelo não passa de uma laranja maior e mais amarga. Na verdade, o pomelo é um parente próximo da laranja, mas pertence a uma outra espécie, a Citrus paradisi, natural das Antilhas. 

Mas com seu sabor suave e doce, a lima é a menos ácida entre as laranjas populares. Por causa disso, é recomendada para crianças pequenas e pessoas com problemas digestivos. A polpa suculenta é ótima para ser comida diretamente, mas em geral não é usada no preparo de pratos ou na indústria e é a minha favorita, não desmerecendo as demais.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                           Marcel Peixoto.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

POST 215/2014 - MISTURA DE BEM-TE-VI COM BEIJA-FLOR


Olá... Acho que já deu para perceberem o quanto eu gosto de aves e por isso elas frequentemente habitam o Blog, trazendo todo o seu charme e encantamentos.  Gosto ainda mais daquelas que estão livres na natureza, exercendo o direito sagrado de voarem para onde bem entenderem. Adoro vê-las, adoro ouvi-las e  principalmente adoro registrar meus encontros com elas.

Apesar de estarmos em uma cidade de mais de 800 mil habitantes e ainda morarmos no centro da mesma, Nova Iguaçu ainda conserva uma razoável quantidades de aves nativas em suas árvores urbanas. Neste ponto me sinto privilegiado, por acordar todos os dias ouvindo o canto dos pássaros e tendo a oportunidade de chegar em minha varanda, numa manhã de domingo e poder registrar na árvore do prédio uma visita como a da foto, feita hoje para o Blog.

Quando vi este pássaro pela primeira vez, confesso que fiquei em dúvida se tratava-se de um filhote de Bem-te-vi ou se era um tipo de Beija-flor mais robusto (em função do bico), contudo pesquisando descobri que nosso personagem de hoje é uma Cambacica.

A cambacica é um pássaro da família dos Coerebidae, sendo a única espécie do gênero Coereba. Tem larga distribuição nas Américas e também é conhecida popularmente no Brasil pelos nomes de sebinho, sebito, caga-sebo e mariquita.   Em inglês é mais conhecida como bananaquit e em espanhol entre seus vários nomes estão reinita, mielera, pinchaflor, santa marta, cazadorcita e picaflor.  Desde 1970 é a ave oficial das Ilhas Virgens Americanas e está presente  em seu braaão.

Este pássaro pesa em média 9,5 g, mede de 10,5 a 11,5 cm, tem o bico fino, escuro e levemente curvo, pernas e cauda curtas, e sua coloração em geral segue o seguinte esquema: a garganta cinzenta, o peito e abdome amarelo-limão, o dorso vai do amarronzado ao cinza-chumbo escuro, e na cabeça, preta, destaca-se uma larga risca branca superciliar. Pelo seu aspecto muitos a comparam a um bem-te-vi em miniatura. As várias subespécies podem ter coloração ligeiramente variada, mas há algumas inteiramente negras, enquanto outras podem ter menos cores ou cores menos definidas. Não existe dimorfismo sexual significativo, salvo alguma variação nos tons das cores: a cabeça das fêmeas pode ser mais escura, o papo mais claro e o ventre de um amarelo mais oliváceo. Os exemplares jovens têm cores mais opacas que os adultos.

Ela é conhecida por ser um pássaro ágil e irrequieto, tendendo a apresentar hábitos solitários e nômades. Não parece ser territorial, nem os machos disputam fêmeas com outros machos. Em zonas habitadas pelo homem desenvolve muita familiaridade para com este, permitindo aproximação a pouca distância, chegando inclusive a penetrar em residências em busca de alimento. Machos e fêmeas que não estão envolvidos na procriação constroem ninhos individuais para pernoite, de forma aproximadamente esférica e com uma entrada baixa e larga, usando grama, folhas, penas, teias de aranha, fibras vegetais, incluindo às vezes materiais fabricados pelo homem, como papéis, plástico e cordões, numa organização frouxa. Sua confecção leva de duas a quatro horas.

Cada vez mais eu amo a natureza...

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                       Marcel Peixoto.

terça-feira, 15 de abril de 2014

POST 101/2014 - A VISTA DE MINHA JANELA


Olá...  Sexta-feira (11/04), após um dia de trabalho olhei pela janela de meu escritório e resolvi fazer a foto acima, justamente para que a mesma fique registrada para posteridade.  O motivo que me levou a ter essa preocupação é uma obra que esta sendo realizada no terreno bem ao lado de nosso prédio.

Estamos no segundo andar e pelo andamento do referida obra, em pouco tempo perderemos a vista de nosso morro (Serra de Madureira), o que para nós será muito triste, pois quando estamos cansados, vamos até a janela e olhamos para o morro,  buscando a força da natureza.  Além disso, se observarem atentamente, verão a torre da Catedral de Santo Antonio, igreja matriz de Nova Iguaçu, que também nos inspira.

Estou  trabalhando neste mesmo escritório há 13 anos e durante esse período essa paisagem mudou bastante, a exceção do prédio creme e marrom do lado esquerdo da foto, que já existe a bem mais tempo que os demais. Os outros prédios foram sendo construídos anos após anos.

A Cidade de Nova Iguaçu vem, nos últimos anos, sendo um alvo para as construtoras do mercado carioca. Muitas empresas que somente construíam no  Rio de Janeiro, vieram para a cidade em busca do potencial que há em nosso mercado imobiliário. Em função disso, os prédios começaram a aparecer em uma velocidade muito maior do que a que estávamos acostumados, com apenas as obras das empresas locais.

Construtoras como a Gafisa, Cyrela, Calper, Rossi, CHL (atualmente PDG), Klabin Segall, dentre outras ajudaram a modificar a nossa paisagem, trazendo modernidade e mais beleza para a nossa cidade, movimentando economicamente o mercado, além de gerar muitos empregos para a mão-de-obra local.
   
E por conta de mais um prédio, estamos preste a perder a nossa vista... Fazer o quê?

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.


domingo, 29 de dezembro de 2013

NOVA IGUAÇU - PRINCESINHA DA BAIXADA


Olá...  Meus caros,  depois da cidade de Buenos Aires, não poderia deixar de falar um pouco da minha cidade Natal - Nova Iguaçu/RJ.  Em meu tempo de escola, aprendíamos sobre nossa cidade, mas esse conhecimento se perde com o passar do tempo e vejo aqui uma oportunidade de falar um pouquinho da história desta cidade que amo. 

O vocábulo  "Iguaçu"  é  um  termo proveniente do Tupi,   originalmente 'y-guâsu, que vem de "rio grande"  ou "água grande" que é uma referência dos índios jacutingas,  naturais da região, ao Rio Iguassu, outrora era um rio caudaloso.  Os índios jacutingas se aliaram aos franceses apoiando a intenção destes de criar uma  colônia em nosso território, rivalizando-se assim com os portugueses. Após anos de intensas batalhas, os franceses foram expulsos e os jacutingas dizimados. 

Antes chamada Maxambomba, recebeu oficialmente o nome de Nova Iguassú em novembro de 1916, depois alterado, pela reforma da língua portuguesa, para Nova Iguaçu.  Considerada por mim, a capital da Baixada Fluminense, nossa cidade já foi muito maior que é hoje, contudo as emancipações (fábricas de cargos políticos - prefeitos, vereadores e todo staff provenientes dos cargos citados) foram reduzindo a cidade. A primeira cidade oriunda destas emancipações foi Duque de Caxias em 31 de dezembro de 1943 - há exatos 70 anos. Quatro anos após foram as vezes de São João de Meriti e de Nilópolis.    Em 1989,  a cidade chegou a ter 1 700 000 habitantes, sendo a sexta mais populosa do Brasil na época. Mas essa realidade foi abalada após novas emancipações de importantes distritos, ocorridas no início dos anos 1990.

Em 1990 foi a vez de Belford Roxo se emancipar, seguida por Queimados e no ano seguinte Japeri.  Em 1999, Mesquita, distrito de apenas 35 km², também se emancipou.   As emancipações trouxeram uma decadência econômica para o município de Nova Iguaçu, que teve população e, consequentemente, arrecadação reduzidas, apesar de ter mantido praticamente o mesmo volume de gastos públicos.

Hoje, ocupamos uma área de 523.88 Km² e segundo o IBGE/2012 temos uma população de quase 802 mil habitantes, 4ª maior população do estado e 19ª do país.

A agricultura foi o início do desenvolvimento econômico de nossa cidade, após a tentativa frustada do cultivo da cana-de-açúcar, veio a cultura da laranja que rapidamente passou a ser a mais importante para o município. Fazendas produtoras de laranjas ocupavam boa parte do município, sendo que a maioria da produção era destinada a exportação.  O auge da citricultura em Nova Iguaçu ocorreu dos anos 30 a 1956, sendo chamada de "cidade perfume", porque as laranjeiras, em floração, perfumavam todo o roteiro das ferrovias.

E neste  ambiente bucólico, mais especificamente em 31 de dezembro de 1949 que meus pais se casaram na Catedral de Santo Antonio de Nova Iguaçu,  que aparece na foto acima clicada por mim em uma tarde de novembro de 2012. A referida Catedral laranja na foto acima,  sempre foi cinza até esta reforma que mudou sua cor para laranja em menção aos laranjais de outrora, contudo desfigurando a sua imagem.  Nesta mesma igreja fui batizado, encontrei minha namorada saindo da missa de Santo Antonio (santo casamenteiro) no seu dia e casei 7 anos depois...   Imaginem aonde? Claro, nesta igreja.

Nova Iguaçu não é bonita, não é turística, nem é praiana, mas é a minha cidade e adoro viver aqui.   A única coisa que incomoda é ser Fluminense, apesar de torcer ardorosamente pelo Botafogo.

Até a próxima,
                          Amo vocês,
                                               Marcel Peixoto