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domingo, 14 de setembro de 2014

POST 245/2014 - UM ESQUILO SERELEPE...

02 de setembro de 2014

Olá... Nesta terça fui fazer algumas visitas em obras situadas nos condomínios da Costa Verde e em meio a natureza, um pouquinho do que sobrou da Mata Atlântica, avistei em uma árvore um animalzinho muito interessante - um esquilo; como eu estava com a câmera no carro, corri, peguei-a e fiz a foto acima para ilustrar o Blog de hoje.

Os esquilos pertencem a uma grande família de mamíferos roedores, de pequeno e médio porte que têm a cauda longa e peluda, conhecida como Sciuridae (ciurídeos - que também inclui a marmota, o cão-da-pradaria e a tâmia. Mais de 250 animais diferentes integram essa família). No Brasil, são também conhecidos como serelepe, caxinguelê, caxinxe (nomes originários da linguá quimbundo - africana) ou ainda como quatimirim, quatipuru ,agutipuru ou acutipuru (nomes originários da linguá tupi - indígenas).

Os esquilos estão espalhados por quase todo o mundo e são vistos com mais frequência do que qualquer outro mamífero silvestre ou selvagem. A maioria vivem nas zonas de climas temperado ou tropical, mas também em algumas zonas de clima frio. Como todos os roedores, possui presas fortíssimas, com que roem sementes com facilidade, principalmente bolotas. 

Esquilos arborícolas fazem suas casas nas árvores, Constroem ninhos com folhas e galhos, para abrigarem as suas crias da chuva e do vento, em ramos muito altos, em árvores como a cajarana. Durante a gestação, os pais preparam o ninho para receber os filhotes, que variam de 3 a 10 por ninhada. Quando adulto, as maiores espécies da família chegam a medir de 53 a 73 centímetros de comprimento (com a cauda). Esquilos do solo vivem em buracos sob as pradarias, nos desertos e nos campos, sendo que a maioria deles tem olhos grandes e pelo curto.

Eles são famosos pela agilidade; seus movimentos são rápidos. Eles podem dar grandes saltos entre ramas. Os esquilos-voadores conseguem planar, porque suas patas têm membranas que os ajudam como se fossem asas.  Além disso, possuem quatro grandes dentes na frente. Esses dentes são usados para roer e crescem durante toda a vida do animal. Os esquilos comem, na maioria, plantas, além de frutas e cascas de árvores. Muitos se alimentam de grandes quantidades de sementes e nozes. 

Quando coletam alimento, enterram algumas sementes que encontram no chão para comer mais tarde, sendo que algumas chegam a germinar, como pinhões e coquinhos, acabando por plantar árvores como araucária e jerivá. 

Alguns esquilos são considerados pestes porque devoram as plantações. Outros transmitem doenças. Alguns são caçados porque seu pelo é valorizado. Para minha surpresa, descobri que as pessoas também comem carne de esquilo em vários países. Para mim, que não como nenhum mamífero, isso é uma aberração.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                           Marcel Peixoto.



terça-feira, 8 de julho de 2014

POST 187/14 - JARDIM DE BROMÉLIAS


Olá... Um domingo para relaxar e nada melhor que estar próximo a natureza.  Percebo uma mudança grande em mim, depois que a fotografia entrou em minha vida.   Hoje sinto uma enorme necessidade de estar em contato com o meio ambiente, parece que a comunicação com o exterior passou a ser uma premissa e registrar essa convivência tem me dado muito prazer.

Neste domingo fiz várias fotos de flores e plantas, que futuramente podem até se tornar em um ensaio, tal a beleza das mesmas, contudo como a proposta do Blog é escolher sempre uma única foto, resolvi apresentar para vocês esse fantástico Jardim de Bromélias.

Exuberantes, resistentes, de fácil cultivo e com a vantagem de não atraírem os mosquitos da dengue, as bromélias são flores com a cara do verão e servem como ornamento para jardins e varandas ou mesmo para espaços internos da casa ou ambientes públicos, tamanho seu poder de adaptação e resistência.

Com mais de 3,2 mil espécies, sendo cerca de 43% nativas do Brasil e distribuídas em territórios como Floresta Amazônica, Mata Atlântica, caatinga, campos de altitude e restingas, a família Bromeliacea caracteriza-se pelo agrupamento de folhas em forma de roseta.

O que torna a bromélia tão resistente e de fácil adaptação a ambientes desfavoráveis é o seu sistema de absorção de água e nutrientes, que ocorre através das folhas recobertas por escamas e, em algumas espécies, nas rosetas (formação definida pelo arranjo das folhas) que armazenam água. Esse sistema é de suma importância para sua sobrevivência e a de diversos outros microrganismos que ali procriam, tal qual um ecossistema próprio.  Todavia, apesar de as bromélias serem tolerantes à falta d'água, a irrigação é fundamental para o desenvolvimento dessas plantas.

Em estudo realizado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a partir de 2005, foram registradas cerca de 300 espécies de animais (especialmente insetos) associadas às bromélias da Mata Atlântica, o que mostra sua importância na manutenção da fauna do bioma do qual essa família faz parte. 

Na pesquisa, uma das frentes preocupa-se em identificar os tipos de insetos que frequentam a água contida nos tanques das bromélias, especialmente quando se trata de mosquitos. Sabe-se que em ambientes urbanos as larvas mosquitos podem ser encontradas nas bromélias, mas em quantidades ínfimas, o que faz das plantas ambientes inócuos. 

A maioria de Bromeliacea sobrevive apoiada em outras plantas, com o intuito de obter mais luz e mais ventilação. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, esses vegetais não são parasitas, e, sim, plantas epífitas, "encontradas em árvores, galhos secos e até em fios elétricos". As epífitas não necessitam de substrato e podem ser fixadas diretamente em troncos ou em placas de fibra de coco,  etc.

Desprovidas de "tanques", as bromélias terrestres são cultivadas diretamente na terra, de preferência de fácil drenagem, seja em vasos ou no solo. Podem ser plantadas em brita número zero misturada a húmus de minhoca e um pouco de areia lavada.  Outro tipo são as rupícolas, que vivem em frestas de rochas ou ficam fixas nas pedras, mas também podem ser plantadas em vasos com  o uso de brita e húmus para o substrato.

As bromélias lideram a lista de espécies ameaçadas da Mata Atlântica, devido à coleta indiscriminada. Por isso, antes de pensar em um jardim com bromélias, certifique-se sobre a sua procedência. Para ajudar a evitar a extinção, compre apenas exemplares cultivados em viveiros.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                         Marcel Peixoto.