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sexta-feira, 18 de julho de 2014

POST 196/2014 - AS RUÍNAS DE BRACUHY


Olá...  Terça-feira e o trabalho me levou mais uma vez a Costa Verde, em visitas nas cidades de Mangaratiba e de Angra dos Reis.  E foi justamente em um dos muitos condomínios deste recanto que encontrei o motivo para a foto do Blog de hoje as Ruínas do Engenho Central do Bracuhy.

A construção do século 19 era uma fábrica de álcool, inteiramente importada da Europa. Está em ruínas, mas ainda é possível ver fossos subterrâneos e as grossas paredes de pedras. Está localizada no Km 504 da BR-101, junto ao acesso ao condomínio do mesmo nome.

A antiga usina de açúcar era conhecida como Engenho Central do Bracuhy e foi inaugurada em 12 de junho de 1885. Era uma construção típica do século XIX, que lembrava a arquitetura característica da Revolução Industrial. Em 1886 a firma Souza Irmão & Cia. passou o controle do empreendimento à empresa Furquim Vapper & Cia. 

O engenho se destacava, na época, pela forma de produção. Seu sistema de máquinas a vapor, importado da Europa, era muito diferente do tradicional, de esmagamento da cana em moendas. Construído nas terras da Fazenda Bracuhy, foi, por algum tempo, considerado o mais bem equipado do país. No fim do século passado, entrou em decadência, assim como a indústria de açúcar no Brasil.

Ruínas do Engenho Central do Bracuhy,  tornou-se um ponto turístico muito famoso e visitado.  E para faciliatr a vida do turista, existem vários  hotéis dentro do Condomínio e próximos as ruínas.  Assim não se perde tempo com grandes deslocamentos e fica pertinho dos lugares mais incríveis da região, além de permitir, através da Marina Bracuhy, acessar o mar e as maravilhosas ilhas de região.

Hoje classificada como patrimônio histórico, a antiga usina é o cartão postal de Bracuhy. Fica na parte baixa do Rio Bracuhy, tendo em suas  redondezas  fartas vegetações, típicas de manguezal. Recentemente foi reformada por um empreendimento hoteleiro, mas ainda podem-se ver os fossos e as grossas paredes de pedra. 

Para quem não conhecia, fica registrado um atrativo a mais para se conhecer entre tantos outros na região da Costa Verde no Sul Fluminense.

Até a próxima,
                       Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto.





terça-feira, 10 de junho de 2014

POST 156/2014 - EM FAMÍLIA


Olá... Quinta-feira trabalhando na região da Costa Verde... Estava dentro do condomínio residencial Reserva do Sahy, visitando uma obra, quando avistei duas corujas pequenas voando perto de mim. Resolvi segui-las com os olhos até vê-las pousar numa árvore ali próximo, me aproximei, mas como só tinha em mãos o celular, fiz a foto com ele mesmo e agora apresento para vocês no Blog.

O meu objetivo era mostrar as corujas, que juro para vocês que são aqueles pontinhos que estão pousados no galho mais baixo, mas sem um equipamento adequado é difícil, então ficamos apenas na intenção.  De toda a sorte, a foto ficou até bonita, pelo contraste do verde com o azul do céu e do mar.

Antes de postar a foto no Blog, mostrei a mesma para várias pessoas da família e conhecidos e muitos deles se lembraram da árvore que aparece na abertura e final da novela "Em família" da Globo.  A imagem é muito bonita e bem feita, por esse aspecto fiquei satisfeito, mas a novela em si, é uma brincadeira.

O autor da novela, Manuel Carlos (81 anos) é conhecido pelas suas Helenas, nome que adota, geralmente para a personagem principal da trama, além de retratar a sociedade carioca contemporânea, principalmente no bairro do Leblon. É autor de 15 novelas, além de 8 mini-séries e vários outros trabalhos e goza de grande prestígio no meio,  contudo a novela  “Em Família” não emplacou e em geral, a repercussão de sua nova  trama  é muito negativa.  

Também pudera, que novelinha esquisita...  Segundo o próprio autor, essa será sua última novela, os espectadores agradecem.  Imaginem se é possível uma adolescente e cheia de vida se apaixonar por um cinquentão mal caráter, que tentou matar o seu próprio pai e ainda foi o grande amor de sua própria mãe.

Não bastasse isso, existe uma mulher louca, que não teve filhos com o marido e resolveu ser mãe da filha da empregada... como não conseguia, armou a  morte da moça e se casou com o pai da criança (um ser de um planeta diferente do seu).   Uma fotógrafa gata, que é homossexual e vive rodeada de modelos lindíssimas, abre mão de todas para se apaixonar por uma senhora bem casada, que de imediato corresponde a este amor, sem nunca antes ter prestado a atenção em outra mulher...  

Além disso a escolha do elenco não me convence...  A atriz Natália do Valle tem 60 anos (mas parece ser, no mínimo, dez anos mais nova) é mãe da Julia Lemmertz que tem 50 (e aparenta a idade que tem). Algo estranho nisso?  Para o autor talvez não.

Vamos ficar com a lembrança de outros belos trabalhos do autor, como por exemplo a "Presença de Anita" e outra mini-série Maysa - Quando Fala o Coração e esquecer o atual. Ainda bem que a referida novela acaba junto com a Copa.

Até a próxima,
                       Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto.


segunda-feira, 7 de abril de 2014

POST 095/2014 - ITACURUÇÁ, LEMBRANÇAS...


Olá... Em pleno sábado trabalhando... Fazer o que?  Temos que atender as necessidades dos clientes e especificamente este só poderia ir a obra neste dia, então - Partiu Mangaratiba.

Ao retornar pela Rio-Santos,  após comer uma tradicional cocada de Muriqui  em uma parada no bairro, atravessei o túnel e vislumbrei a linda Baia de Itacuruçá, neste momento parei o carro no acostamento para fazer a foto acima para o Blog. 

Itacuruçá é o terceiro distrito do Município de Mangaratiba, situado na região sul do estado, denominada "Costa Verde”.  A região era domínio dos índios Tamoios e no século XVII os portugueses trouxeram, oriundos do sul da Bahia, algumas centenas de índios Tupinambá, com o objetivo de conquistar o território. Pacificada a região, os jesuítas fundaram um povoado na área do continente mais próxima da ilha de Piaçavera e ali fincaram uma cruz, utilizando pedras colhidas nos arredores. 

Daí a origem do nome do distrito, Ita = Pedra e Curuçá = Cruz na antiga língua dos Índios locais, ou seja, o nome  é baseado na referida cruz de pedra  construída pelos jesuítas para marcar a presença da coroa portuguesa neste paraíso fluminense.

Para mim Itacuruçá traz muitas recordações, meus pais passaram a lua de mel deles lá (estou me referindo ao ano de 1950) e mais que isso, passei boa parte de minha infância indo frequentemente aqui com minha família.  Nos anos 70 ainda era possível  utilizar a praia e a pesca era farta. Sendo assim,  nas férias eu ia sempre para lá, muitas das vezes com os meus primos, era diversão na certa.

Especificamente essa visão que transformei em fotografia, durante muito tempo após a perda de meu pai, me emocionava muito e a minha passagem por aqui trazia uma lembrança tão forte dele que sempre eu ia as lágrimas.  Hoje continuo lembrando dele quando passo aqui, mas 26 anos já fizeram com que as cicatrizes se fechassem um pouco mais.

São tantas as recordações que eu poderia escrever vários post sobre essa foto, mas como ainda faltam 270 para terminarmos o ano, melhor guardar algo para frente.

Até a próxima,
                      Amo vocês,
                                        Marcel Peixoto.