Translate

Mostrando postagens com marcador Rio-Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio-Santos. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de setembro de 2014

POST 254/2014 - MAR DE ANGRA

11 de setembro de 2014

Olá... Mas uma vez, nesta quinta-feira estive a trabalho na Rio-Santos e como sempre não pude resistir ao cenário e fiz algumas fotos, das quais escolhi a que apresento no Blog para registrar este momento para o Blog.  Este mar para mim é um dos mais lindos que já vi.

Angra dos Reis está situada no sul do estado do Rio de Janeiro e possui, em seu litoral, 365 ilhas. Antes da chegada dos europeus, era habitada por tribos indígenas tupinambás. Foi descoberta pelos portugueses em 6 de janeiro de 1502, sendo colonizada apenas a partir de 1556. Sua população, aferida no Censo de 2010, era de 169 270 habitantes.  

Após 1872, entrou em decadência com a inauguração das estradas de ferro. Voltou a ocupar posição de destaque, a partir de 1928, quando um ramal da Rede Mineira de Viação a ligou aos estados de Minas Gerais e de Goiás, por ele escoando sua produção agrícola. O ramal ferroviário, em bitola métrica, ainda existe, sendo operado atualmente pela Ferrovia Centro-Atlântica, estando em recuperação devido aos deslizamentos de terra nos últimos anos.

Em meados do século XX, tornou-se crucial na implantação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Volta Redonda, sendo o porto por onde a mesma era abastecida de carvão de coque proveniente de Santa Catarina. Atualmente, a empresa também utiliza o porto para exportar aço.

Sua importância atual dá-se pelo fato de ter, como instalação subordinada, o terminal marítimo da Baía da Ilha Grande (TEBIG), da Petrobrás, localizado na região da Ponta Leste. O terminal movimenta grandes quantidades de petróleo e posiciona o porto de Angra como um dos mais movimentados do país.

Hoje em dia, devido à beleza de suas praias e das regiões próximas, Angra virou ponto forte do turismo não só estadual, mas também nacional. Possui 365 ilhas, muitas delas tendo por donos celebridades nacionais e internacionais, sendo a maior de todas denominada de Ilha Grande.

A maior parte da cidade é cercada por morros, o que contribuiu para que, no início de 2010, várias residências e pousadas sofressem com os efeitos de deslizamentos, principalmente em Ilha Grande. Segundo o censo 2010, em Angra cerca de 36% de sua população vive em favelas, situados em morros ou áreas de mangues.  Isto coloca o município em décimo lugar das cidades brasileiras, no que tange a proporção de domicílios em favelas do país.

Mas por outro lado, em função das suas belas ilhas, certamente está muito bem posicionada no ranking de cidades mias visitadas por turistas... Infelizmente, minhas constantes visitas são de negócio e pouco aproveito esse paraíso...

Até a próxima,
                         Amo vocês, 
                                             Marcel Peixoto.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

POST 248/2014 - NOSSA USINA NUCLEAR

05 de setembro de 2014

Olá...  Encerrando a semana em visitas à obras em Angra dos Reis e aproveitei para fazer algumas fotos da estrada, vale ressaltar aqui que a Rio-Santos tem  paisagens maravilhosas e o Blog já possuem várias delas.  Desta vez  tive que decidir entre várias lindas paisagens, entretanto a nossa Usina Nuclear, foi a escolhida para ilustrar o Blog de hoje.

Me parece um até um contra-senso ter em um lugar tão bonito uma usina nuclear, mas não somos os únicos, vários outros países tem sua usinas a beira-mar, tal fato se dá pela necessidade de esfriar  a água do vaso de pressão, depois desta passar pela turbina, com água fria. Parte desta água do  mar vira vapor, que sai pela chaminé de resfriamento.

No caso específico de nossa  Usina de Nuclear, o local escolhido não poderia ser pior. A praia que vocês veem na foto é a praia de "Itaorna", que na língua dos indígenas (tupi-guarani) quer dizer "pedra mole ou pedra podre".  Parece que existe uma falha geológica no local e para reparar isso  foi preciso construir uma enorme base de concreto com 250 m de lados e 17 m de profundidade.  Além disso, foi necessário a construção de um pier como quebra-mar, pois por incrível que pareça, ondas de até 5 metros de altura, ameaçavam o prédio da usina.

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) está localizada às margens da rodovia BR-101, em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. Alegam que as razões determinantes dessa localização foram a proximidade dos três principais centros de carga do Sistema Elétrico Brasileiro (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo), a necessária proximidade do mar e a facilidade de acesso para os componentes pesados.

Além das usinas Angra 1 e 2 e das obras da Usina Angra 3, a área da Central abriga, ainda, duas subestações elétricas (138 e 500 kV) operadas por Furnas Centrais Elétricas S.A., os depósitos de armazenamento de rejeitos de baixa e média atividade e diversas instalações auxiliares (prédios de engenharia, almoxarifados etc.).

Em 1982, após longo período de construção, teve início a operação comercial da Usina Angra 1, sendo que este período foi marcado por diversos problemas, que levavam a constantes interrupções na operação. Houve mesmo longo litígio entre Furnas Centrais Elétricas, então operadora da usina e a Westinghouse, sua fornecedora. A partir de 1995, com a solução dos problemas técnicos e com o aprendizado das equipes de operação e manutenção, o desempenho da usina, medido pelo seu fator de capacidade, melhorou substancialmente.

Em 2000, entrou em operação a Usina Angra 2, sendo esta construída com tecnologia alemã Siemens/KWU, ainda no âmbito do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha. Em seu primeiro ano de operação, como resultado da aprendizagem com Angra I, a nova usina atingiu um fator de capacidade de quase noventa por cento (2001).

Em 2010, foi produzido, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, energia elétrica correspondente a três por cento do consumo de energia elétrica de todo o Sistema Interligado Nacional.   Do início de suas operações (1985), quando entrou em funcionamento Angra I até 2005, a produção acumulada de energia das duas usinas foram equivalentes a produção anual da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional.

A produção acumulada de energia das usinas nucleares brasileiras seria suficiente, ainda, para abastecer por mais de sessenta anos toda a iluminação pública da cidade do Rio de Janeiro ou o consumo do Estado do Rio durante três anos, sendo que nos próximos seis ou sete anos, as duas usinas poderão repetir este número.   A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto é operada pela Eletronuclear e gera 2 000 empregos diretos e cerca de 10 000 indiretos no Estado. 

Hoje existem 441 reatores nucleares em operação em 31 países gerando eletricidade para aproximadamente 1 000 000 000 (um bilhão) de pessoas e responsáveis por aproximadamente 17% da energia elétrica mundial. Em muitos países industrializados, a eletricidade gerada por reatores nucleares representa a metade ou mais de todo o consumo. Cerca de 32 usinas estão atualmente em construção.

A energia nuclear não pode ser caracterizada como cem por cento segura ou não poluente. Apesar de poucas ocorrências, a proporção dos danos potenciais causados por acidentes nucleares gera controvérsia sobre sua segurança. De fato, ainda que inúmeras medidas de segurança sejam tomadas como forma de evitar acidentes, ao longo de setenta anos de uso de energia nuclear ao redor do mundo ocorreram três incidentes com extravasamento de radiação capaz de afetar a população civil: There Mile Island (1979), Chermobyl (1986) e Fukushima (2011).

Esperamos que episódios como estes não aconteçam mais, pois a energia nuclear continuará a crescer na tentativa de suprir a demanda, cada vez maior do mundo industrializado.

Até a próxima,
                        Amo vocês,
                                           Marcel Peixoto.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

POST 008/2014 - SENTADO A BEIRA DO CAMINHO


Olá...  Hoje fez um lindo dia de verão e eu estava muito feliz... Estava indo, à trabalho, em direção a Angra do Reis e teria várias vistas bonitas para clicar, brindando o blog com uma bela foto, pois a Rodovia Rio - Santos no possibilita isso, principalmente no trecho fluminense (não conheço o trecho paulista, já fui somente até Parati, portanto vou exaltar a minha terra).

A referida rodovia foi inaugurada em 1985 e se tornou famosa por margear o litoral paulista e fluminense em um dos pontos mais bonitos e importantes do litoral brasileiro.  Suas curvas seguem rentes e margeando a faixa litorânea, cercada de áreas de mata atlântica. A rodovia passa ou dá acesso a diversos cidades praianas e destinos turísticos importantes como Guarujá, Bertioga, Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba (no lado paulista) e Parati, Angra dos Reis e Mangaratiba (lado fluminense), entre muitos distritos pertencentes estas cidades.  

Estava de carona no carro de um amigo, o que me proporcionava mais liberdade para buscar a foto perfeita. Havíamos almoçado no Patio Mix, o maior shopping da grande Itaguaí, e seguíamos  para Mangaratiba quando de súbito  o carro começou a engasgar e a emitir um o sinal sonoro diferente.  A sensação era de que a gasolina estava sendo cortada.

Avistamos uma sombra na beira da rodovia e lançamos o carro na sua direção na esperança de alcança-la. Conseguimos!!!  Santa sombra... Com o calor que estava, não fosse ela a situação teria sido pior, se é que dá para piorar...  Em outra ocasião, com este mesmo carro, algo semelhante aconteceu e foi resolvido com um telefone. Como por um milagre, apertaram algum botão no rastreador e o motor voltou a funcionar, logo imaginei, daqui a 10 minutos saímos daqui.

Ledo engano... Em primeiro lugar a Vivo parou de funcionar, ficamos reduzidos a um pequeno, mas valente, Nextel.  Após os mesmos telefonemas dado no enguiço anterior, nada acontecia.  Para situarmos o horário, eram 14:45 horas.  A primeira hora passou feito um foguete, a primeira hora  somente, pois a partir daí o tempo se arrastou.  Logo vimos que desta vez o problema era mais sério, a acabamos por acionar o socorro.              

O sol a pino, nada em volta e a sede tomando conta de nossas mentes... Recebemos a notícia de que o guincho chegaria de 60 a 90 minutos (Isso é a seguradora Bradesco, eu recomendo, só que não).  Avistamos ao longe (do outro lado da pista) uma casinha com uma velhinha sentada na frente e um papel colocado no portão, fomos lá e descobrimos que vendia sacolé... imagina, nesta altura era um manjar dos deuses, mas não foi só isso, a mesma penalizada nos deu uma garrafa com 3 litros de água gelada...  Huhuuuul.

Isso nos deu uma sobrevida, mas não precisava demorar tanto mais o socorro ... enfim as 19:15 horas (quatro horas e meia depois) é que saímos da situação, retornando à casa de táxi.  E eu que espera, justamente no Dia do Fotógrafo um dia de Glória, só consegui fazer a foto acima e fiquei na verdade sentado a beira do caminho.

Até a próxima,
                       Amo vocês,
                                          Marcel Peixoto